domingo, 10 de maio de 2015

Writing Prompts

Oi, pessoal :D

Eu e a Damsel in Blue decidimos começar um exercício novo e vamos aproveitar o (morto) blog para isso. Encontramos uma ideia que tem circulado na internet chamado "Writing Prompt", mas o que é isso?
Bom, Writing Prompt são imagens ou ideias prontas e vagas lançadas para as pessoas escreverem sobre. É um bom exercício para quebrar aquela coisa da "cãibra do escritor" e escrever sobre novos gêneros. Por esse motivo, vocês verão textos de gêneros que nós nunca nos arriscamos a escrever e, o mais legal de tudo isso, verão o mesmo Writing Prompt escrito por duas pessoas diferentes.
Espero que gostem, pois nós nos divertiremos muito fazendo isso!

By: Fake Angel

terça-feira, 14 de abril de 2015

A escada para o sonho

Quando perguntamos à crianças o que elas querem ser quando crescerem, a resposta é rápida e na ponta da língua: médico, astronalta, professor e etc. Se perguntarmos o por quê daquela escolha, elas nos dirão: é para fazer a diferença no mundo.

Crescemos e conhecemos mais do mundo, passamos por várias experiências que vão moldando as nossas escolhas. Esquecemos do nosso sonho de criança e começamos a formular novos planos, pensamos em construir uma escada para o sucesso. Afinal, ter um bom emprego e uma segurança financeira parece uma boa coisa.

Chegamos nas horas das decisões: escolha da faculdade e escolha da profissão. Momentos difíceis e tantas opções acabam por nos assustar. Então resolvemos apostar no seguro ou naquilo que nos dará um futuro. Estamos construindo nossa escada ao topo aos poucos.

Mas no meio do caminho paramos e esse é um momento importante. Quantas vezes olhamos para trás? Poucas. E o que vemos quando fazemos isso? É ainda mais difícil encarar isso.

Então, eu paro no meio da subida e me pergunto: desde quando eu deixei de acreditar?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Se um dia eu me esquecer

Nos momentos escuros, adentramos um período longo em que a noite toma todas as cores. Perdidos, seus olhos não enxergam o que está em frente e muito menos o chão. Mas logo logo o dia nasce e junto a ele enxergamos o céu completamente azul, para nos lembrar que, ao menos essa cor, sempre estará te acompanhando, assim como a dama que carrega o seu nome.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Saudades do Azul



Digo que sinto falta do azul. Podem me questionar que é uma falta sem sentido, como se sente falta de uma cor?
Digo-lhe que não entendem como é sentir falta de uma cor.
Logo dizem que o azul é abundante por aí. Existem vestidos azuis, o mar é azul e o céu cobre todos os lugares e é de um azul lindo.
Eles não entendem nada da falta que eu sinto.
Eu sinto falta de um azul que tem um sorriso terno e carinhoso, independente da situação. Um jeito alegre em excesso que não causa desconforto, pelo contrário, contagia quem está em volta. Um modo de abraçar tão apertado e tão doce que nunca se quer sair daquele lugar. O azul da companhia e que compartilha suas mais loucas idéias e...
E...sabe como uma paleta de um pintor faltando a cor que dará o toque final?
Falta o azul que me inspira nessa minha paleta imensa chamada imaginação.

Sinto sua falta, amiga, companheira e inspiradora.
Para: Tori

25

Acho que não tenho mais tanta paciência para as pessoas. É sempre um monte de gente vivendo quase as mesmas vidas, vivendo no automático. Deixa de ser assim, deixa de viver a mesma coisa todos os dias. Se sentir é o seu medo, então aprende a lidar com o frio na barriga e as borboletas no estômago. Aprende a aceitar que às vezes é preciso cair, mas que tem dias que valem a pena. Eu to me esforçando pra não ser a mesma todos os dias, numa corrida sem fim contra mim mesma.

Corre, Juju. 
Corre que você chega lá.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bagunça



A minha vida é uma bagunça. Digo isso porque tudo ao meu redor parece sempre bagunçado: meu cabelo anda sempre bagunçado, meus pensamentos são bagunçados, minha agenda é bagunçada e meu quarto é bagunçado.

Por esses motivos, sempre julguei essa bagunça como algo ruim, sempre foi difícil me organizar e às vezes, conviver comigo mesmo. Não ter esse senso de direção, a organização para saber onde estão as coisas e uma direção a seguir, me prejudicou algumas vezes.

Mas os ciclos lunares passam junto aos anos e as coisas mudam, menos toda essa minha bagunça que, na verdade, só cresceu junto comigo.

Hoje, coisas se acrescentaram a essa bagunça, isso porque eu te conheci, começamos a nos amar e conviver juntos. Agora, toda vez que você deixa a minha casa, eu preciso verificá-la para ver se nada ficou para trás: algumas vezes é uma blusinha, outras é uma pulseira ou um brinco ou fios de cabelos…
A minha bagunça aumentou, junto a ela, rastros da sua presença impregnam o meu quarto: o seu perfume sempre está no ar, o seu shampoo no meu travesseiro e as coisas que você deixou para trás ficam para lembrar da sua imagem.

Porém, não é só isso, sempre que você vai embora minha cabeça fica bagunçada, minha rotina fica bagunçada e meu coração fica bagunçado…

Foi você com tudo isso que me mostrou que “bagunçado” também tem um significado bom, uma bagunça que mexe com a gente, que nos faz pensar e crescer, uma bagunça que te instiga, que te questiona e que te empurra para frente. Porque todo dia que passo com você, me torno alguém melhor, todo dia que passo com você, me torno alguém que quer ser melhor e maior, todo dia que passo com você, me bagunço ainda mais. E é por isso que ainda sou bagunçado, mas com a enorme certeza de que quero me perder nessa bagunça, mais e mais…

Eu te amo,

Happy Valentine’s Day.

sábado, 28 de setembro de 2013

Aprendendo a andar à 4 pernas


                Aos 21 anos, me sinto novamente como criança. Uma sensação que é um misto entre sentir-se estranho e sentir-se feliz. Como uma boa criança, descobri que preciso (re)aprender inúmeras coisas e que, como grande aliado, tenho esses olhos que parecem enxergar além, que me permitem ver coisas que normalmente eu ignoraria ou não veria, mas não vou me estender, não ainda.
                Estou tendo que aprender a falar: de modo que não te machuque e do modo que minhas palavras sejam claras, que demonstrem  o carinho e o amor que tenho por você do melhor modo possível, afinal as palavras são um dos poucos modos que conheço de dizer que a amo.
                Voltei a aprender a olhar: os pequenos sinais que você me dá quando está incomodada e que quebram o meu egocentrismo, preciso lembrar que você agora faz parte de mim, da minha rotina, da minha vida e que é preciso perceber os momentos de parar e de continuar. Também estou aprendendo a ver a beleza nos seus pequenos atos, pena que esse é um universo particular que pouco posso compartilhar com as pessoas, levaria um livro inteiro para tentar fazer as pessoas entenderem que o modo como você sorri é único e, além disso, perfeito.
                Aprendi a dividir e guardar: dividir emoções, dores, felicidades, tristezas, momentos e lembranças. Guardar segredos que são nossos, momentos que as outras pessoas não irão entender.

                Por fim, aprendi a andar: não só com as minhas duas pernas, mas com as 4 que agora temos. Sempre andando para frente, no mesmo ritmo, compartilhando o que está no caminho, afinal, não me importa muito o final da história, mas sim as coisas que estamos vivendo durante todo esse trajeto...