domingo, 30 de dezembro de 2012

My mind can't stop



  Por algum tempo quis escrever sobre o modo como penso e tenho idéias, escrever sobre escrever.
  Dizem que as pessoas mais quietas são as que possuem as mais fantásticas idéias. Não sei se é verdade, afinal não sou um cara muito quieto e também não é a minha mente. É nas horas em que elas se aquieta que eu começo a me agitar, esse estado de silêncio e paz de pensamentos me faz mal.
  Eu preciso da minha mente agitada, preciso dela conturbada e cheia de idéias e descobri que isso me leva a procurar estimulá-la de inúmeras formas: Me ocupando com alguma coisa, ouvindo música, pensando em materiais para criar coisas (sim, eu crio coisas inúteis com materiais que acho jogado em casa) e tudo isso faz com que ela nunca pare.
  As coisas aparecem em minha mente como cenas desligadas uma das outras e a imaginação faz as associações, um modo de pensar um pouco distinto dos outros e capaz de interligar coisas que não parecem ter nexo nenhum. Não sei por que nem como, mas quando as pessoas me dão um tema, uma palavra ou quando uma ideia vem a minha mente, ela começa a trabalhar incansavelmente fazendo as suas inúmeras interligações, agitando-se e procurando fios soltos para interligar. Isso faz com que eu precise escrever logo essas ideias e isso se reflete no modo impulsivo que escrevo.
  Quando não sou veloz o suficiente ou a ideia se perde ou ela fica martelando na minha cabeça por tempos, até que achar outra história para ela.
  Cada vez mais chego a conclusão que sou um tanto louco....

sábado, 29 de dezembro de 2012

About Angels


  No fim, resolvi escrever sobre você (de novo). A frase ainda martela e minha cabeça mesmo depois de coloca-la na imagem, mas o tema já é outro porque eu te disse: você me toma os pensamentos e preciso tirá-la deles (se é que consigo) antes de começar a produzir algo.
  Também descubro que as horas estão correndo sem que eu perceba, eu estou descobrindo um pouco de você a cada dia que passa e não deixo de me surpreender com tudo isso que descubro, pior, você me encanta em cada pedaço que já conheço e me fascina em cada um que estou a descobrir.
  Era mais uma noite perdida, estava pensando em ir dormir, porém não queria te contar, quando percebi o tempo passou e você me envolveu de um modo incrível com naturalidade e uma facilidade ainda maior. Percebo também que é ao seu lado em que eu consigo abrir as asas, antes recolhidas numa personalidade que não era exatamente minha, é ao seu lado que eu sinto um prazer de ser quem eu sou.
  É certo que você também descobre um pouco mais de mim dia após dia e é nesse momento em que eu torço que seja com a mesma fascinação, o mesmo desejo que é a minha descoberta sobre você, que não para de me surpreender a cada dia, ainda que eu jurava que sabia tudo sobre você.
  Por último, só queria dizer que também estou fazendo de propósito. Para que? Não sei ao certo, mas sabe como são os escritores, só conhecem um jeito de mostrar o amor e também porque gosto de irritá-la um pouco, conhece como sou...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que a chuva traz


  A chuva começa lá fora e estou preso novamente no meu apartamento. A televisão já é chata e nada de interessante se passa nela. Meus amigos estão fora e não estou com ânimo para ligar para alguns, restou a companhia de alguns livros que cansam a minha vista. Tudo parece tedioso e ouço apenas a chuva caindo lá fora.
  Mas também é ela (que confesso, é um tema de meu agrado) que me traz sensações e lembranças nostálgicas. Aquele sentimento inexplicável de que lhe falta algo, sentimento de querer voltar no tempo para refazer algumas coisas e momentos para refletir.
  Olho pela janela e lá está o Buda de pedra da minha mãe, em sua postura de meditação. A chuva o castiga e ele continua na mesma disciplina, intacto. O limo que sucede a chuva o toma, ainda assim ele não move um dedo e continua em sua disciplina impecável. Entendo que é essa disciplina que me falta.
  Disciplina para organizar meus pensamentos na hora em que eles aparecem e não posterga-los, agora entendo o turbilhão que se faz em mim. São todos sentimentos despertos que eu quis silenciar e dou vida e ar a eles nessa pequena reflexão.
  Porque a chuva traz muita coisa, ensina muita coisa e....a campainha tocou, talvez seja você para compartilhar tudo isso comigo...talvez...

domingo, 23 de dezembro de 2012

Meme 11 coisas

Regras:
Escrever 11 coisas aleatórias sobre si mesmo;
Responder as 11 perguntas criadas pela pessoa que te indicou e criar 11 novas perguntas para as pessoas que irá indicar;
Escolher 11 pessoas para responder a tag e colocar o link dos seus respectivos blogs; (Avisar aos blogs escolhidos)
Não retornar a tag pra quem te enviou;
Postar as regras.



11 fatos aleatórios:

- 1: Eu sempre ando com caderninhos e coisas pra escrever, porque do nada eu tenho idéias e preciso escreve-las
.
- 2: Durmo coberto até a cara, meus irmãos brincam dizendo que eu durmo em forma de casulo.

- 3: Durmo em qualquer lugar, em qualquer momento e em qualquer posição, tenho a incrível habilidade de "apagar" em menos de 5 minutos.

- 4: Sou louco por coisas azedas, sei lá por quê.

- 5: Tenho uma pinta num lugar secreto xD
.
- 6: Gosto de fazer todos os presentes que dou.

- 7: Tenho uma fixação em fazer cartões e bilhetinhos.

- 8: Todas as pessoas me fascinam.

- 9: Sou viciado em sorvete de pistache.

- 10: Gosto de ursos polares.

- 11: Ta difícil já, chega!

11 Perguntas feitas a mim:

1 - Qual a sua música favorita? Por quê?
 - Atualmente deve ser a Notes 'n' words do One ok Rock. Romântica no ponto certo com um leve rockzinho.

2 - Se usasse óculos, qual seria a cor da sua armação? 
  - Isso é um segredo, eu uso (mas não uso) e é vermelha

3 - Qual seria a última coisa que estaria fazendo antes do mundo acabar (caso tivesse acabado)?
  - Acho que estaria junto as pessoas queridas a mim.

4 - Se pudesse viver um dia dentro de um jogo, qual seria?
  - Sem dúvida FFVII

5 - Se tivesse uma máquina do tempo, pra qual momento histórico voltaria?
  - Sempre quis conhecer a época do Shogunato do Japão

6 - Qual seu filme preferido?
  - Preferido eu não sei, mas acho que fico com meu malvado favorito haha

7 - Se pudesse entrar dentro da história de um livro, qual livro escolheria?
  - Algum do Sherlock Holmes.

8 - Sua bebida favorita?
  - Suco, é, não posso beber.

9 - Quando tem tempo livre, o que mais gosta de fazer?
  - Dormir haha

10 - Que tipo de música você ouve num dia nublado/chuvoso?
  - Normalmente as românticas mais calmas.

11 - Qual foi a última música que ouviu hoje?
- Sweet child of mine - Guns


[To com preguiça de fazer o resto haha~]

sábado, 22 de dezembro de 2012

Dream Maker


Essa também é uma homenagem a você Lu, estou com saudades, volta logo!

  Sonhar é um ato único, mais do que isso, é tão belo os sonhos. Ali, somos quem queremos, fazemos o que queremos, temos o que queremos e tantas outras coisas são possíveis ali. É saudável sonhar, faz bem e nos alimenta a esperança.
  E onde eu entro nessa história de sonhos? Sou como uma pequena ferramente para que vocês se lembrem deles. Como? Bom, eu me esforço ao máximo para dar a luz, não só aos meus, mas aos seus sonhos também.
  É através da minha única arte que crio universos, situações, pessoas, personagens e sonhos. É através das palavras que crio um outro espaço para que possam sonhar. Isso é muito mais do que eu uma auto reflexão sobre a minha função e prazer, mas é também um agradecimento a todos aqueles que leem e dão algum tipo de retorno. Sempre é importante para mim, sempre é importante que eu continue alimentando o meu e o sonho de vocês...
  Esse é um universo compartilhado e não apenas meu. Assim é para ser esse espaço.


Agradeço no fim, a você Tori, minha companheira desse pequeno espaço.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

That's a secret


  [Desculpe, sou péssimo nisso, mas estou me esforçando. Essa é uma das minhas imagens preferidas]

  Já te disse que escrever pensando em alguém ou em algo é coisa que eu não faço e o motivo é puramente porque os meus sentimentos vão além das minhas palavras e isso costuma causar dois problemas: O primeiro é que com os sentimentos falando sempre mais alto, os textos são confusos e ruins, o segundo é que os sentimentos nunca se encaixam nas palavras e sempre elas parecem vagas pra mim, o que me leva a não gostar dos textos.
  Mas hoje, abro uma excessão.
  Não é um pedido de desculpas, mas uma forma de te mostrar o que eu sinto. Se são as minhas palavras que te machucam, são as mesmas que vou usar para te mostrar o que realmente sinto.
  Eu te amo. Não quero mais esconder isso, talvez você tenha que esconder esse fato, mas eu não preciso mais. Eu te amo em todas as suas facetas, em todos os seus estados, em todos os seus modos. Eu não pedi uma foto de aniversário à toa, me faz falta vê-la, ter algum contato com você de alguma forma, de qualquer forma.
  E nós dois bem sabemos o que a distância faz e o que ela causa. Mas acima de tudo, nós dois sabemos o que esse meu sentimento me levou a fazer e o quanto ele resistiu, por tempos, por situações e por complicações.
  É por ser tão tolo esse sentimento que esse texto se torna igualmente tolo, não há nada de diferente aqui: simplesmente está aqui tudo o que eu sinto, no meu mais profundo desejo. Desejo esse que sei que é proibido, desejo esse que me dá muito medo. Porque acima de tudo você se tornou essencial pra mim, é essencial pra mim te amar.
  São as noites que não penso em você as mais frias, agradeço a minha imaginação e sonhos me possibilitarem o trabalho de conseguir estar mais próximo de você. O travesseiro não é macio o bastante, mas é o abraço quente e macio que não posso ter, mas as noites não se tornam assim, tão frias.
  Misu, eu te amo. E isso é tudo que eu tenho a dizer.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cupido


  Acho que vou por o meu cupido a venda, ele já está cego. De novo ele errou, eu disse a morena do lado e não a loira da frente...
  Brincadeiras a parte, ele realmente anda cego ou querendo me cegar, por que você sempre escolhe as mais complexas? As mais difíceis de lidar? E se não é uma ou é outra, as inalcançáveis?
  Penso que você gosta de brincar comigo, de me testar, as vezes de me ver sofrer e principalmente de me ver tentar....
  Mas... também não seria amor se não fosse complexo. Não seria amor se não me fizesse sofrer, me fizesse lutar, insistir e não desistir. Sem todo esse jogo, sem toda essa complexidade e complicação, não seria amor. Não ao meu ver, gosto de andar nos caminhos tortos, porque no fim eu sempre tenho o sentimento bom de ter chego naquele ponto.
  De qualquer forma, melhore sua mira na próxima...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Como cuidar de Rosas



  Descobri como são delicadas as Rosas e como é difícil cuidar delas hoje! Sim,as pétalas caem com o vento, é preciso aparar o vento com alguma coisa para que não arranque as pétalas, da mesma forma que elas murcham se não recebem água constantemente e se mancham se a água caí sobre as pétalas, um paradoxo complicado de se resolver.
  Elas também possuem espinhos que precisam ser cortados antes de ser entregue a alguém ou podem machucar. Ao mesmo tempo que precisam sobreviver a muitas coisas: O caminho até a entrega a pessoa, a recusa e muitas vezes a arremesso ou movimentos destrutivos daquele(a) que a recebeu.
  Também, não resistem muito a chuva, ao calor, ao vento e as mudanças bruscas de clima. Precisam se enfeitar para parecerem mais bonitas aos olhos de quem as recebem e entre tantas outras coisas que aprendi convivendo um dia com uma Rosa.
  Mas sempre penso: se assim é o cuidado com as Rosas, como deveria ser o cuidado com as suas mulheres? Talvez, mais delicadas que as Rosas, há momentos que elas também precisam de alguém para lhe aparar os ventos, reparar em todo trabalho que tiveram para se arrumar, alguém para cuidar delas…

sábado, 15 de dezembro de 2012

Tea Time



[É a mesma postagem do meu blog de contos, mas é que eu gostei e resolvi postar aqui também]



  A tarde estava chuvosa e fria, estavam os dois presos naquela pequena casa em estilo japonês. A chuva os tinha pego desprevenidos e agora estavam os dois naquele pequeno recinto, descuido? Talvez.
  Ela estava completamente nervosa, tinha o convidado para acompanhá-la até em casa porque não queria voltar sozinha para casa, ele tinha aceito, mas no meio do caminho a chuva os pegou. As roupas ainda estavam molhadas.
  Ele olhava pela grande janela da casa, a chuva caindo lá fora, esperando que cessasse. Até que foi surpreendido por um cheiro adocicado e uma xícara de chá a sua frente. Moldou um sorriso tímido, agradeceu e começou a beber o chá, apreciando-o junto a chuva que observava pela janela.
  Não era a reação que ela queria, as mãos tremiam num misto de medo, raiva e insegurança, até que derrubou a própria xícara, deixando o chão ainda mais molhado do que já estava. A face ficou rubra na hora, não sabia onde se esconder. Ele, assustado virou-se e foi ajudá-la a secar o chão. Foi uma das poucas vezes que seus olhares se cruzaram e a primeira vez que ele entendeu.
  Entendeu o que era alguém estar apaixonado por você, o que era aquele olhar que ainda medroso mostrava todo aquele amor. Depois não viu mais nada, foi apenas invadido pela sensação quente e doce do beijo, envolvendo-a nos braços. O que se seguiu foram cenas ainda mais quentes, ainda mais doces com toda a inocência que dois adolescentes ainda portam. Os vidros se embaçaram e o quarto esquentou. A chuva não parece a eles tão ruim, nem mesmo o chá que esfria sobre a mesa e sobre o chão…

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dia de sonhar


  Hoje é um bom dia para sonhar! O dia está um tanto frio e chovendo pouco, o que normalmente prende as pessoas em casa.
  Aos solitários, hoje é dia de sonhar com uma companhia, dia para ligar para as pessoas que não vê faz tempo e quem sabe, se surpreender com uma boa conversa com velhos amigos.
  Aos apaixonados, hoje é o dia de fazer planos juntos, sonhar com um futuro tão cheio de amor quanto está se vivendo agora enquanto goza da companhia do outro.
  Aos sonhadores, é dia de sonhar e se perder nesse mundo tão mágico que a nossa cabeça constrói, mundo individual e que é construído passo a passo, desejo a desejo.
  E a mim, hoje é dia de sonhar com qualquer coisa! Um dia para um recomeço e mesmo tendo a cara de todos os outros dias, hoje é dia de sonhar...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sometimes

  Algumas vezes eu queria apenas ter uma câmera na mão ou então uma memória impecável. Queria para os momentos em que só eu vejo, mas que queria simplesmente guardar.
  São aqueles pequenos momentos em que você boceja de um modo delicado ou simplesmente me olha como não quer nada, senta-se no chão e se interessa por alguma coisa. Momentos em que está longe e eu a vejo vindo e disfarçando eu dou um sorriso.
  Só então eu vejo como meu coração e eu somos tolos. Alegram-se com pouco, apaixonam-se por coisas simples, mas que são únicas e estão em você.
  Pior de tudo é ter de chegar em casa e reviver tudo isso, querer (d)escrever sobre todas as cenas que vi. (Re)viver tudo aquilo de novo com um pequeno vazio e uma pequena ressalva: você não está aqui e está cada vez mais distante.
  É querer e não poder tocar, é ver e não poder contemplar. É amar sem saber amar e simplesmente se torturar, ao seu lado, numa insistência vaga e numa esperança ainda mais vaga de que um dia você irá olhar para trás e reconhecer a sombra que sou, mas que como tal, te acompanha passo a passo com um cuidado meticuloso. Calcula cada passo para que não caia enquanto anda um pouco sem jeito, cada puxada que dá quando você atravessa distraída, cada palavra que mente para te alegrar e cada sorriso, que esconde para que o amor não se mostre.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Não mais

Perdão, não lembro se a imagem é repetida

  Não quero mais ser assim, não, não quero, já disse!  Eu preciso fazer o meu coração parar de ser tão tolo e se apaixonar tão fácil...
  Não que você seja uma paixão supérflua, não que você não seja uma grande paixão e que você seja uma qualquer. Pelo contrário, você é aquela que fez esse coração tolo voltar a se apaixonar.
  E é por ter todas as coisas que ele procura que você o fez despertar e é tão fácil convence-lo que você é a pessoa certa. Sua voz o deixa mole, aqueles pequenos minutos a mais que você demora pra aparecer fazem com que ele se acelere e quando está com você, parece querer sair do peito e abraçar seu coração. E por mais clichês que tudo isso parece e é, são os clichês que fazem desse amor e desse coração tão tolo.
  Mas como diria Pessoa, é tolo também o amor e se eu não me tornasse tolo por amá-la, eu sei que eu não saberia amá-la. É por ser tolo, por querer ser tolo e por fazer das piores loucuras que meu amor se mantêm, mesmo que em segredo, mesmo que nos pequenos gestos, nos mínimos olhares e mesmo que censurado por tantas outras coisas. É a tolice que o mantêm vivo...

Foto


  Tentei juntar as antigas fotos, as antigas cartas para reconstruir o meu passado. Imaginei que assim entenderia o meu presente e predicaria o meu futuro.
  Mal sabia eu o quão errado eu estava, olhar as fotos faziam sim eu voltar ao meu passado, mas olhava-o de um modo diferente, o que parece óbvio não me era até eu sentir e me deparar com aquilo: eu já não sentia o que as fotos queriam registrar.
  Fosse os amores antigos, a risada registrada, a dor das lágrimas ou o calor de uma praia, tudo isso era reconstruído na minha memória de modo frio e racional, como meras cenas que passaram em cenários quaisquer.
  Mas meu corpo não sabe muito bem mentir. Ele as vezes sente uma pontada no peito, devido ao vazio que você deixou, sorri sem motivo naquela foto alegre e sente-se saudoso quando vê a praia. Descubro que no final, por mais mentiroso que eu queira ser, eu simplesmente não consigo.
  Meus versos são essa prova. Finjo amar, mas no fundo sei que amo, finjo estar chorando, mas por dentro estou dilacerado. Finjo ser escritor, bom...esse eu finjo mesmo.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Emoções e relações


  São sempre as emoções que conversam comigo, mas parei para ouvi-las uma única vez.
  Disse-me a solidão que ela odiava ficar só e por isso andava sempre junto a saudade.
  Essa me disse que por sua vez, sente muita falta e por isso sofre de amores pelo amor.
  O amor me disse que é platônico e tem muito medo, por isso sempre espera a paixão.
  A paixão sem freios e inconsequente achou o seu lugar no conforto.
  Esse por sua vez disse esquentar em seus braços.
  Seus braços me disseram ser quentes somente pelo seu coração.
  E o seu coração...
  Bom...o seu coração sempre me faz passar por tudo isso e vou encerrar essa conversa com ele, antes que todos esses sentimentos passem a brigar, a se misturar e mais uma vez eu caia de amores por você!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vou rifar o meu coração


  É isso mesmo, vou rifar o meu coração! Vou coloca-lo na vitrine, sem preço, sem nada. Deixar que as pessoas que querem levá-lo, cuida-lo, joga-lo fora ou tirarem ele dali por caridade, não me importo, vou rifá-lo!
  É tempo de viver amores falsos, ilusões de amor e carinhos vagos. Posso ser o que você quiser, quem você quiser, sem compromisso algum, passe e leve o meu coração, como quem não quer nada, experimente e se não gostar devolva.
  Esse é o castigo, esse é o seu castigo por ser tão tolo, seu castigo por ter me torturado em seus amores cegos, em seus amores intensos e seus amores perdidos. Eu sou cruel também e não vivo só de você, tolo coração.
  Então vou te deixar de castigo, vou tortura-lo com amores falsos, com ilusões de amor, com o amor comprado e combinado...até que você entenda que mesmo com tantos amores, que mesmo em tantas mãos, em tantos lugares, em tantos outros corações, você ainda é dela...
  No fundo você sempre foi dela e ambos sabemos. Vamos parar de nos torturar e logo aceitar, é o amor dela que precisamos, é a presença dela que o anima e me anima. Vamos parar de rifá-lo e deixá-lo, no bau seguro que ela criou, parte no peito dela, parte nas mãos e outra junto ao coração dela....

Postes de luz



  É como naqueles filmes hollywoodianos. O ar obscuro enquanto você anda numa rua deserta, levanta a gola do cassaco para se proteger do frio que faz as suas bochechas corarem, mas não de um jeito bonito ou gracioso, simplesmente de frio, levanta os ombros para se proteger melhor e caminha.
  A sua sombra é a sua única companheira, o barulho dos seus passos fazem ecos, num jogo de sons e visões para não te fazer parecer tão solitário, parece que caminham ao meu lado, parece que tenho companhia... mas pior de tudo isso são os momentos reflexivos, embalados pelo clima do andar.
  A lua ilumina fracamente a rua que é mais bem iluminada pelos postes de luz. Levanto o olhar em direção a eles, forçam meus olhos a se cerraram e por vários instantes encaro a luz sem sair do lugar, até voltar a andar.
  Engraçado como as pessoas, as minhas relações, as minhas memórias são como esses postes de luz que magicamente vão se apagando quando eu passo por eles, deixando a rua atrás de mim escura. Assim são as minhas relações, as pessoas veem, aparecem, gravam suas memórias, sua ternura, seu carinho ou o que quiserem gravar e então o tempo passa, a vida corre e eu as apago ou elas simplesmente me apagam. As luzes vão se apagando uma a uma até a rua se tornar um completo breu e eu nem sei para onde estou caminhando.
  Mas toda lâmpada, toda luz ainda deixa resquícios e em meio as sombras, ainda é possível ver a fraca luz piscar, deixam também sensações como aquele gostoso calor que aquece as suas mãos quando se está perto. E no fim, eu não sou o aniquilador de todas as luzes, sempre há um acendedor de lâmpadas atrás de mim, cuidando para que essas luzes não se apaguem e quando todas se acendem, continuo o meu caminho, afinal eu consigo enxergar à frente e até onde eu preciso ir...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

23

Esses seus olhos cor-de-você-mesmo perdem o brilho quando repousam em mim. Essas suas mãos têm um toque frio nos meus ombros. Sua voz não me acorda as borboletas no meu estômago. Está mais do que claro que eu não sou o espelho certo para te refletir. (Justo eu que queria tanto amplificar essa sua luz!)
Te escrevo frases que machucam e não tenho coragem de mandar. As palavras bonitas se perdem na minha garganta e eu fico sem dizer - dizer o que mesmo?


Cada dia mais eu me convenço de que ainda não aprendi a deixar as pessoas irem embora.

E entre tudo...


  E dentro de todos os assuntos que tenho para escrever sobre, eu escolho você. E sabe por que?
  Porque é você que me motiva a tal, é o motor que me impulsiona a criar esse mundo para nós, mundo que permeia, brinca entre o imaginário e a realidade. O presente do meu adulto com a ingenuidade e genialidade do meu eu criança...
  Construído pouco a pouco. Cada palavra é um tijolo, cada tijolo é um segundo que passo com você. De uma pilha de tijolos vem uma casa, então um castelo de um conto de fadas que quero que me ajude a construir.
  Me dê a mão, feche os olhos e viva comigo essa fábula sem fim, porque aqui as horas não correm como segundos, mas são eternas, reescritas e reeditadas para que sempre fiquem como nós queremos nesse refúgio seguro...

domingo, 2 de dezembro de 2012

O mundo sobre as linhas do papel


  Antes de começar, queria me desculpar por duas coisas: a falta de posts (pelo menos isso faz com que vocês apreciem mais os posts da Tori) e o título. O primeiro se deu pelas provas da faculdade e o segundo porque eu sou uma criança e o título veio dessa forma em minha mente e eu não quis negligência-lo.

  Escrevo sobre o meu modo de escrever, sobre o meu escrever. Eu não sabia até me chamarem atenção, eu não sabia até as pessoas próximas me dizerem o quanto o meu escrever conta. Acho que como autor eu nunca me dei muito crédito, como escritor eu nunca me dei muita perspectiva. Querendo ou não era sempre uma luta contra mim e contra esse sentimento de uma escrita vazia e auto reflexiva.
  Vejo agora que é mais do que os meus olhos vêem e mais do que meus dedos escrevem. Estou aqui criando mundos em que as pessoas se identificam, mundos que as pessoas tem onde se encontrar, tem onde se confortar, tem onde depositarem as suas expectativas, os seus amores, as suas dores, as suas felicidades e as suas lágrimas.
  Vendo isso eu só tenho uma coisa a dizer: obrigado. Obrigado a todos vocês que compartilham desse meu mundo que disponho a vocês, me vejo agora como um artista diferente e não tão só, me vejo agora quase como um modelador de mundos e somado a minha paixão por escrever, agora vem junto esse sentimento delicioso de estar criando espaços para as pessoas. Porque também acho que todos os sentimentos precisam ter o seu lugar, que as coisas que apenas nós captamos precisam ser gravadas, que as palavras que nunca quisemos falar tenham também o seu espaço, os segredos que guardamos tenham um outro baú para serem guardados...
  Enfim, agradeço a todos que me fizeram ter essa percepção e não se preocupem, eu cuido bem de todos esses seus sentimentos....

22

Sinto falta de quando as pessoas não tinham medo de dizer não.
Sinto medo quando as coisas não saem da maneira que eu planejei.
Sinto raiva quando me vejo criando expectativas.
Sinto vontade de rir quando preciso explicar a mesma coisa mil vezes.
Sinto o estômago revirar quando me perguntam se eu tenho certeza.
Sinto meus pés no chão quando imagino o futuro.
Sinto vontade de discutir quando me contrariam.
Sinto ódio quando perco.
Sinto vergonha quando precisam me lembrar de que vencer não é tudo.
Sinto dor quando o assunto é ciúmes.
Sinto pena de mim quando começo a pensar nessas coisas logo antes de dormir.
Eu não vou descansar, e a noite vai ser longa.

21


Vai embora logo, porque essa sua cara de quem não quer ficar me envenena mais a cada minuto. Eu não gosto de gente que está em dois lugares ao mesmo tempo, que tenta ser o mesmo com todo mundo. Quando você fecha os olhos no meio de uma frase e começa a pensar nos segundos que faltam, o relógio parece que desacelera e a ansiedade toma conta. Vai embora, vai embora, vai embora, vai embora — não finge que quer estar aqui, porque eu enxergo nos teus olhos que é mentira.

Faz esse favor para mim.
Faz esse favor para si mesmo.
VAI EMBORA, caramba!

(só você não aceitou ainda que as coisas mudaram completamente.)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

20


Se o que você escreve refletir o que você sente, pode ir para casa com a sensação de dever cumprido. A vida é isso mesmo: dividir o que se sente faz parte da existência humana e não adianta tentar fugir e negar, porque todo mundo precisa de colo de vez em quando.

Como introvertida master e companheira fiel da timidez, guardo coisas tão dolorosas na minha mente que às vezes mal consigo aguentar. As pessoas só gostam de dividir o amor, as felicidades, mas tem a tristeza também, poxa! Não precisa ter vergonha! Divide comigo e me deixa te ajudar a levantar esse tronco caído no meio do seu caminho — se for muito pesado até para nós dois, eu faço pezinho pra você pular por cima, combinado? Me deixa te ajudar e me ajuda também.

Esse pedaço de mim que eu quero deixar contigo pode não ser o mais bonito, mas ainda sou eu.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

19

Era uma daquelas pessoas que pensava muito, e que na verdade não deveria.

Aos doze anos, em uma excursão com a turma da escola, demorou tanto para se decidir sobre qual sabor de sorvete queria que acabou não comprando nenhum. Era uma tarde bem quente e ele era o único - sentado na mureta que separava o canteiro da calçada da praça - que não tinha sorvete. Ficaram lá por uns vinte minutos esperando o ônibus chegar, e o menino não tinha sorvete. Quando chegou em casa, prometeu a si mesmo que escolheria qualquer sabor da próxima vez.

Aos dezessete anos, seus amigos o convidaram para ir a uma festa mas ele precisava estudar para uma prova de física - mais precisamente sobre termodinâmica - que teria na segunda feira. Pensou, pensou, pensou e quis ficar em casa. Lembrou do sorvete, do calor e das outras crianças sentadas na mureta e balançando os pés, todas com picolés nas mãos. Ligou para os caras e combinou de se encontrarem cedo para irem sem pressa. Foi à festa mas voltou cedo, preocupado com a prova. Era uma noite fresca e ele era o único - sentado em uma mesa enquanto as pessoas se divertiam na pista - que pensava na correlação entre temperatura, volume e pressão. Quando chegou em casa, prometeu a si mesmo que da próxima vez tentaria se distrair mais.

Aos vinte anos conheceu uma garota. Uma garota que ele futuramente descreveria como "fantástica". Uma garota para quem ele teria dito isso se tivesse prestado mais atenção nela. Ela era normalzinha, relativamente bonita e com a habilidade de fazê-lo rir a qualquer momento que quisesse. E ele, também normalzinho e com  um senso de humor delicioso, a deixava feliz quase que constantemente. Tinham muitas coisas em comum, e muitas idéias diferentes também.

 Não se sabe ao certo como essas coisas começam, pois muitos acreditam que a faísca não é tão fácil de identificar quanto o fogo, mas ela se apaixonou por ele. E ele, mesmo sem querer admitir, também gostava dela.  Até que ponto ele considerou a ideia e até que ponto eles dariam certo nós nunca saberemos, porque eles não tentaram ficar juntos.  Eram daquelas pessoas que têm medo demais, quando na verdade não deveriam.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

18

Tem dias que eu sinto que tenho as palavras - as palavras certas, as palavras verdadeiras - mas só o fato de percebê-las faz com que elas se enterrem entre meus lábios e se dissolvam em minha boca. E eu tenho tanta coisa pra te dizer, uma lista enorme de frases e textos e sonhos e vontades e toques que eu nunca vou conseguir dividir. 





É frustrante...

Silêncio


  Peço que me ouça, sem nem ao menos eu dizer algo.
  Peço que me suporte, mesmo naqueles dias em que eu sou insuportável, pela simples birra de te irritar e infantilidade de fazer isso sem motivo algum.
  Peço que me amo, mesmo quando eu mesmo desisti de me amar, quando eu mesmo achar que o amor não passa de uma ilusão, quero que esteja lá para me dar um tapa, chorar e mostrar que eu estava errado.
  Peço que me reconheça como alguém que está ao seu lado, ali fica e ali estará.
  Peço tudo isso sem pedir, sem lhe dizer, com os olhos, com os gestos, porque é o meu silêncio que diz muito e não as minhas mentiras sobre eu não ligar para nós. Eu sou mesmo um paradoxo difícil de entender, mas um paradoxo que urge para ser decifrado, colocado no caminho. Porque acima de tudo, acima da minha facete que aparentemente te odeia e não liga para você, há aquela que te ama, como ninguém soube e sabe amar...

sábado, 24 de novembro de 2012

Every Day



  Agradecimentos a Mari que escolhe vários temas para mim <3.

  Todo dia temos novas chances, novas chances de ao acordarmos, não xingarmos o mundo inteiro e sim de agradecer por acordar com o pôr do sol. Chances de mudar a nossa rotina que seguimos no automático, sem pensar. É tempo de parar e olhar (de novo) para as ruas em que andas todos os dias.
  Todo dia temos uma segunda chance de amar. De acordar ao lado da namorada e deixar um singelo beijo e um "Eu te amo", certamente isso fará o dia dela mudar para mais feliz.
  Todo dia mudamos, todo dia estamos querendo mudar, falta-nos a coragem. Para sermos contra o fluxo que nos prende, é hora de desistir de ser socialmente correto, de parar de tentar adivinhar o que ele vai dizer sobre você, de parar de pensar sobre o que as pessoas acham de você. É tempo para uma segunda chance para quem você realmente é.
  E como para mim também é uma segunda chance, deixo aqui o texto de um louco que ama escrever, sobre os fatos do dia, os amores, as tragédias, os romances, as felicidades, enfim, o louco que escreve por amor e tem amor por escrever. Sobre qualquer coisa que lhe venha a mente simplesmente para acalma-la.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Shortcut


  Você está longe de mim e isso me mata.

  Queria apenas que você ficasse mais perto, morasse mais perto e estivesse mais perto. Queria mais tempo com você por dia, porque parecia simplesmente que os poucos minutos e as poucas palavras que trocamos não me é suficiente.
  É nessas horas que eu queria saber como encurtar a distância entre nós, é nessas horas que eu queria conhecer um atalho até o seu coração, até você... Quilômetros podiam se tornar metros, metros centímetros e horas de viagem podiam ser reduzidas a um passo.
  Mas o que seria da saudade se assim fosse? Desse sentimento nostálgico que se abate sobre mim e me muda, que me faz ficar contando os dias, as horas e os minutos para reencontrá-la. A ansiedade antes de me cruzar com você e aqueles 5 minutinhos que você atrasa parecem uma eternidade. O que seria do seu abraço sem aquele sentimento gostoso de saudade? E o que seria dessa pequena homenagem, se não fosse a saudade em minha cabeça e você, no meu coração?

terça-feira, 20 de novembro de 2012

17



Olhava com desconfiança para todas as pessoas que entravam de repente na sua vida, especialmente porque sabia que eles arrumariam um jeito de sumir tão inesperadamente quanto chegavam. Depois de um tempo começou a se acostumar com a distância, e aquele momento em que uma amizade começa a esfriar. Ligações ignoradas, e-mails não respondidos, isso era tudo comum para ela. Eram os sinais que ela já conhecia e estava disposta a aceitá-los.

"Mas porque você não luta pelos outros?"
"Hm?"
"Eu sempre vejo as pessoas saindo da sua vida e você não faz nada!"

Ela nunca se explicava, nunca respondia às pessoas. Mas como diria isso sem parecer louca?
Quando você acredita que as pessoas incríveis que conhece ao longo do caminho sempre encontram um atalho de volta para a sua vida, acaba não se preocupando muito com aqueles que te deixam.
Quem tiver que ficar, vai ficar. E fim de papo.

Book



  Muitas vezes me perguntam qual é o cenário perfeito para uma aventura, ou para um conto de terror, ou então para uma cena de amor, ou um assassinato. Tudo isso é muito simples e descrevo aqui, a cena que sempre me vem a cabeça, mas nunca teve lugar para se expressar.
  Muito influenciado pela "Menina que roubava livros" e "A Sombra do vento", não imagino cenário melhor para tudo isso do que uma biblioteca. Estantes altas, rodeadas de livros e no meio dessa, um garoto, sentado, observando todos aqueles.
  Já parou pra pensar na infinidade que ele tem ali? O que um livro esconde, o que um livro nos ensina? Por muito tempo eles foram meus mais fiéis companheiros e com eles aprendi grandes lições. Não julgar um livro pela capa, não julgá-lo pelo começo e muito menos pelo fim. Lições de vida que parecem tão clichês, mas que está inserido nesse universo tão mágico.
  Ah, mágico! E como são mágicos os livros! Lê-los desperta sempre as maiores aventuras que você pode ter, do seu jeito e só sua! Na sua cabeça a imaginação trabalha feito louca, cria mundo, cria caminhos, ali você é o príncipe, o vilão, o guerreiro e o herói. Ali você tem o seu mundo a bel prazer, moldado com nada mais do que a sua imaginação.
  E como é fértil a imaginação, assim como é nostálgica a mesma. Enquanto descrevo coisas banais aqui, que qualquer leitor sabe que sente, vem em minha mente mil e uma possibilidades, vem nela histórias incríveis, personagens profundos e que foram moldados com o tempo, com a prática e dedicação, mas acima de tudo são reflexos dos tantos livros que li, leio e irei ler.
  Aqui eu me encontro, nesse universo tão mágico. Um livro esconde muitos segredos, assim como uma pessoa o faz. Mas é deles que partem os segredos das pessoas, é deles que partem a imaginação e o desejo. E um dia, sei que serei exímio o bastante para que eu posso gravar as minhas palavras em um livro e encantar, quantas pessoas eu conseguir, com esse universo que tanto me encanta.

sábado, 17 de novembro de 2012

Dreamwish²


  Os sonhos sempre permeiam a realidade, andam junto a ela. Mas são os sonhos que alimentam a realidade ou a realidade que alimentam os sonhos?
  Não sei, assim como já não sei em que mundo quero estar, as vezes sonho acordado, as vezes sonho dormindo, as vezes sonho que é real e as vezes é real o que sonho. Sei que sou um sonhador e não vou deixar de sonhar, porque acima de tudo os sonhos são meus...
  E lá, você é minha, somente minha. Lá estamos juntos independente da distância e eu posso ver o seu sorriso quantas vezes eu quiser, do mesmo modo que posso te abraçar e dormir com você, ou de te deixar o meu ombro quando quer chorar. Em meus braços dou-lhe o conforto que precisa e em seus lábios me perco. Ainda assim são sonhos, não distantes, mas sonhos. E quero me perder nesse mundo para estar com você, o desejo de sonhar é o que da a alcunha, do anjo que de anjo ficou apenas o nome...


Para você Misu <3
Do seu eterno anjo,
Yuki.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dreamwish




  E de todos os anjos que fazem os sinos badalarem, você é de longe o mais tentador. Símbolo casto que torno pecaminoso num impulso que vai além de mim.
  Desejo pelos seus braços, pelos seus beijos e pela sua presença mesmo você estando fora do alcance das minhas mãos, sonho o sonhos dos amantes crendo estar junto a ti nessa relação proibida.
  Faça-me cometer todos os pecados, perder-me em tentações, tortura-me com seus jogos, com as suas brincadeiras, me dê carinho e me de amor...
  Essa é o modo que encontro em te contar tudo o que não posso, velamos o silêncio, escondemos nossa relação. Isso é tudo que sinto e tudo que desejo, agora deixe-me fechar os olhos e sonhar, porque nos sonhos você é apenas minha...apenas minha....

Teddy



  Sentado em sua cama, vejo-a partir toda a manhã. E não sabe como é solitário o resto do dia sem te ver, sem ouvir falar de você, sem poder te tocar e sem sentir o seu calor. As horas demoram há passar sabia? O tic-tac do relógio chega a me incomodar.
  Sou negado algumas vezes, sei que há noites difíceis para você, noites com dor de cabeça, noites com outras companhias. Não posso dizer que não sinto ciúmes, mas quem eu sou para lhe dizer alguma coisa?
  Mas saiba que sou eu quem cuida do seu sono, quem zela por ele. Sou eu quem mais me alegro quando você chega e me dá aquele abraço apertado, aquele abraço tão gostoso. Sou eu quem mais ama dormir em seus braços, ouvir suas mágoas e tantas outras coisas que você sempre me conta.
  Porém agora estou doente, doente porque você cresceu e foi me deixando de lado, as saudades matam sabia? E ainda em meus olhos há a esperança que você chegue, olhe para mim e me abrace e sei, que quando o fizer, toda essa doença chamada saudades passará.


Essa é para você Yuki, meu ursinho que me recepcionou hoje. Peço perdão por tê-lo negligenciado e espero deixar a todos a nostalgia que senti ao abraça-lo...

Eu só


  Juro que eu só queria dormir, foi o que pensei, foi o que meu corpo sentiu (e ainda sente) o peso de noite em claro, é o peso da responsabilidade.
  Mas minha sensibilidade artística me obriga a vim para cá, as coisas suscitam sentimentos fortes e fica quase impossível dormir com eles martelando na sua cabeça. É difícil, ainda mais quando a maior parte desses sentimentos vem de uma nostalgia ou talvez de uma expectativa, direcionadas a uma pessoa.
  Pessoa essa que não sei quem é, talvez eu a não conheça, talvez seja eu mesmo, não sei lhe dizer. Hoje jantei a luz de velas comigo mesmo e tive um monólogo em silencio com os meus pensamentos. Por um breve momento me senti eu mais do que nunca, mas logo em breve veio a nostalgia. Acho que me perdi de novo e tenho que me caçar por aí.
  E é nessa caça que venho escrever, é para essa caça que venho deixar marcado essas linhas, novamente com dúvidas e incertezas, novamente com reflexões sem um final certo. Mas assim são as coisas: Ora confusas, ora muito certas. E mesmo a certeza não vindo, gosto de saber que senti essa dúvida, gosto de saber que me perdi. Uma rebeldia de sair dos meus caminhos para andar sobre a curva, sem saber onde ela vai me levar. Com receio, com medo, com ansiedade, adrenalina, expectativa e rebeldia, volto a caminhar. Me encontre no fim do caminho, mas me perdoe, não vou te contar o que aconteceu no meio dele...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

16


Mas você tem medo de ser uma daquelas pessoas de quem se esquece facilmente. Tem medo de ser apropriado para o momento, tão importante, tão especial e influente e precioso para as pessoas que te rodeiam. Tem medo de que te amem agora e, daqui a alguns anos, você não passe de uma vaga lembrança - uma face indefinida, um traço de perfume que parece familiar mas não é o suficiente para trazer uma imagem sua à mente. Tanto medo te sufoca, e essa mania de tentar ser excêntrico e causar uma impressão nas pessoas a todo minuto ainda vai te destruir.

Você tenta tanto ser único...

Deve ser horrível ter tanto medo assim.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

No words


  O que acontece comigo quando eu não tenho mais palavras? Eu sou o poeta que senta-se ao seu lado, quieto e nada diz, constitui-se aquele silêncio frio e você também nada diz, perde-se a graça, perde-se o momento e parece que tudo perde-se a vida.
  O que é do poeta sem as suas palavras? Eu só sei mostrar o meu amor através delas, eu só sei dizer eu te amo escrevendo e aqui, destrincho o nosso amor em suas minúcias e o descrevo da forma que o sinto: intenso, belo e com tantas outras qualidades.
  Mas o que acontece quando me calo? Estou olhando para você e meu sorriso é forçado, não sei como dizer que te amo... as palavras sumiram, as palavras me abandonaram e as outras parecem clichês demais para demonstrar o quanto o nosso amor é grande...
  Quando isso acontecer, por favor me abrace e me mostre que o meu jeito de mostrar amor não é o único e que o seu jeito certamente faz com que o meu volte...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Music




  Uma música entoa em meus ouvidos e eu não sei dança-la ou cantá-la, mas meu corpo se move conforme a melodia que apenas eu ouço, indecifrável e particular. Sorte estar sozinho apenas com as paredes, que vêem o vexame dos meus movimentos. Mas de alguma forma tudo isso me é muito nostálgico, na verdade é extremamente nostálgico, lembro de você.
  É como a nossa música tocando com um pequena ar de lembranças, meu corpo se move como se moveu naqueles dias e não esquece a memória entalhada nele, por mais que a minha mente tenha suprido essas lembranças, meu corpo não quis esquece-las. Enquanto escrevo sobre isso, ele se aquece novemente como fazia em seu terno abraço, o coração acelera daquela forma que só você o fazia acelerar e minhas mãos tremem na ansiedade de errar com você.
  Mas memórias são apenas memórias e logo tudo isso passa, logo esse texto termina. Levanto o olhar para o teto branco tentando recuperar-me das memórias que me sugam, o dia lá fora está claro e tudo começa de novo, afinal nesse corpo ainda há espaço para mais memórias, para mais nostalgia, para mais abraços e mais amores...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Notes about you



  Sempre me surpreendo com o seu modo de me decifrar sem nem ao menor saber. Acerta nas palavras, na hora exata e quando percebo estou completamente exposto à você, até as minhas entranhas e incrivelmente eu não sinto medo e muito menos vergonha dessa posição.
  E por mais que a cãibra atinja a minha criatividade, os meus músculos e a minha vontade, é em sua fascinação que nasce a minha inspiração. De autor anônimo torno-me conhecido por ti e, de toda platéia mundial, você é o único público que realmente importa. Enterro minhas obras em seu coração, minha heranças mais sincera do modo como esse homem achou de te mostrar....amor....

domingo, 28 de outubro de 2012

História sobre história




“Histórias? Tsc...”

  Sentado o escritor jogava para a rua o papel completamente amassado de seus escritos, pegou um cigarro e o tragou, mas logo a chuva que caia sobre o seu corpo naquele banco da praça o apagou.

“Maldição”

  Logo começou a pensar sobre as histórias, todos querem ouvir histórias de amor, histórias interessantes e envolventes. A vida dele não era assim, era quieta, mórbida e quase nada acontecia. Ainda assim seu nome estava nas capas de revistas, era contado para crianças pequenas que se maravilhavam ao ouvir o enredo bem estruturado dos seus contos. Mas a vida não mudava, estava estática.

“Mentiras para suprir o ego das coisas que ele não pode fazer...”

  De fato, são mentiras contadas com gosto, estruturadas para nos enganar e nos fazer ir para outro mundo, era assim que ele pensava. Queria voltar para casa e queimar todos os livros, queimar todos os escritos, grande difamadores da mentira da vida! Grande desilusores das mentes apaixonadas! Tinha ódio da própria profissão, repulsa por ter iludido tanta gente!

  Até que em meio a chuva um casal de namorados dividia um guarda chuva, na janela da casa a frente um menino brincava com uma espada de madeira e uma capa, ao seu lado uma pessoa brigava com uma árvore tentando salvar um gato dali e então ele percebeu que a injustiça era apenas dele. Os contos, as crônicas todas existem, dentro de nós, dentro de nossas almas, corações e todas elas são possíveis, desde que passamos a acreditar no que escrevemos. Essas letras, essas palavras são nossa alma, posta em código para serem partilhadas, assim como os sentimentos nela expostos, para serem sentidos e mais do que isso, para serem vividos, quantas vezes o livro durar, quantas vezes a memória deixar...

Seu personagem


  Já parou pra pensar em como seria conversar, ver e tocar os personagens que você descreve? Como eles seriam? O que eles fariam?
  Então percebo que eu já não sei em que mundo eu vivo, se no meu ou dos meus personagens, como disse no filme The Raven, o personagem fictício de Poe. Pareço também que entendo em boa parte a vida e os pensamentos de Pessoa, como devia ser fantástica a mente dele e ao mesmo tempo como era difícil achar o seu mundo.
  Assim é o meu agora, oscilando entre os personagens que crio e a minha própria realidade, hora me sinto como o platônico apaixonado por suas musas, hora como o frio rei calculista, hora como um louco desfragmentado, hora como um viciado em trabalho e hora como um escritor falido.
  Queria me sentar com eles para tomar café, mas tenho a certeza absoluta que levaria tantos puxões de orelha, que os elogios por tê-los criados não seriam nada, assim como eu entraria naquele mundo louco e iria querer acordar, para a minha ou para a realidade deles?


[Explico a foto: É de um jogo chamado Persona 3, muito sugestivo da qual cada pessoa possui uma Persona dentro de si]

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Escritório e café



 Um escritório e um café sempre te dão aquele pequeno surto de inspiração. Estar aqui é como começar o dia: Tudo em silêncio, aquecido pela café quente.
  Esse que eu uso como uma pausa do trabalho e para os olhos pesados de ficarem frente ao computador, olho pela janela e a vida passa lá fora, volto a trabalhar. Mais um gole, uma pausa para rascunhar algumas coisas, mais um gole e uma conversa com a colega de trabalho, esperiências que se ganhem com goles e goles de café.
  Acabou, o copo está vazio e volto para a frente do computador, para o trabalho. Aliás, vou lá pegar outro copo de café....

O lugar


  A mente divaga junto ao andar, as idéias voltam a bater na cabeça anets vazia, sempre naquele turbilhão. Tento organiza-las junto aos pensamentos e descubro que eles sempre acabam em você.
  Você é onde meus pensamentos termina e com a mente vazia ou não, você é o lugar onde me encontro e onde termino. É a minha ilusão de inspiração, a enganação que me agita e ao mesmo tempo me acalma e, as palavras clamam para eu contar sobre você você, para eu (d)escrever você com todos os adjetivos mais bem escolhidos, dando vazão a fantasia do meu olhar. É você que me faz voltar aqui, no meu lugar...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Let's talk about love?


  Tema que se encontra um tanto longe de mim, porém ao mesmo tempo tão perto. Ouvir essa palavra me dá aquele arrepio gostoso e por horas eu relembro meus momentos de amor, sensações sempre agradáveis me veem e muitas vezes torço para me apaixonar de novo.
  Por enquanto, contendo-me com as minhas musas e as líricas de amor platônico, com os relatos de outras pessoas e com a visão que as vezes me surpreende. Por isso estou tão próximo dele e ao mesmo tempo tão longe, mas sou sempre aquele que torce pelas histórias de amor e até mesmo as ajuda a realizar, loucura não?
  Mas estou aqui para falar do amor e não dos meus sentimentos com ele, então, deixo que ele seja também uma das minhas musas e que tenha o seu espaço (que já é grande e repetido) em tantos textos meus. Porque é daquele sentimento que nós fazer cometer loucuras, que nós discrimina a visão, nós faz sonhar acordados, cantar em meio a rua, sorrir sem nem ao menos perceber, conhecer a saudades e a vontade de estar próximo, é desse sentimento que tanto falo e que tanto busco...

Window


  Estou sentado frente a minha janela, uma árvore de ipê floresceu a pouco tempo e eu nem tinha notado, o perfume fraco das flores e a cor rosa dos buquês encheram a paisagem, é realmente algo lindo. Ali embaixo um homem troca um vidro, carros passam alucinadamente sem que eu saiba quais são os modelos ou quem os dirige, passarinhos cruzam o meu olhar ou encantam os meus ouvidos. A quanto tempo estou aqui? Já não sei, minutos, horas, dias, meses? Percebo que a minha vida passa frente aos meus olhos, por aquela janela e eu sou mero expectador. Assim sinto-me, assim sou, vendo a vida passar preso numa mecânica da qual não consigo fugir. Mas ser expectador tem também as suas vantagens, por mais que a poética seja inibida por tal mecânica, tudo aos olhos do poeta são poesia e tudo tornam-se relatos, textos, crônicas e contos, para registrar que mesmo quando ele não vive, ele vive...


Antes do fim, queria apenas dar as boas vindas a Tori (Damsel in blue) novamente, seus textos sempre me são uma surpresa quando venho escrever e sempre me inspiram. Bem vinda de volta! s2~

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

15

No meio do dia, quando eu to mais desocupada e você me vem à cabeça, penso em te escrever. Já cheguei a rabiscar em uns guardanapos algumas frases bonitinhas, ou escrever no meu celular (mesmo com aquele teclado HORRÍVEL!) um texto pra te enviar depois. Eu sempre escrevo - porque é meu jeito de dizer aquilo que fica preso quando meu coração acelera e eu estou perto de você - mas algumas vezes, em perfeito timing, um medo muito grande toma conta de mim e eu decido esperar mais um pouco.

E eu espero, e estou certa.
Alguma coisa sempre acontece, e isso me faz pensar muito...

Merecimento é uma coisa complicada!


(17/08/10)

domingo, 14 de outubro de 2012

14

Tinha vezes brincavam de ver o futuro. (Não que acreditassem nisso, é claro, mas era uma brincadeira divertida.) Seguravam as mãos um do outro e corriam seus dedos pelas linhas evidentes, sabendo que isso era apenas uma desculpa para se tocarem. Riam, riam, riam e riam, como só pessoas que se gostam muito conseguem fazer.
 "Tá vendo alguma coisa?"
 "Tô."
 "Hm."
"Duvida?"
"Não, mas fala o que é!"
E ficavam nisso por alguns minutos. Você vai ganhar na loteria. Você vai ter 3 filhos e um cachorro. Amanhã o ônibus vai quebrar, então pegue o trem. Era gostoso, era feliz. ( Se você já se divertiu com alguém importante, talvez saiba qual a sensação. )
Foi assim por muito tempo. Foi lindo.

Um dia me perguntaram o que eu via, e foi muito simples.
"Vocês serão irremediavelmente felizes, e só."
Nem precisei inventar.



(escrito em 12/09/11)

13



Caramba! Mas o que foi isso? Eu acordei pensando em escrever sobre como você tem sido a minha maior decepção até hoje, mas aí ouvi uma música que me arrepiou e uma enorme felicidade tomou conta de mim. Arrancou-se aquele nó da minha garganta, aquela angústia e espera passaram. Eu não preciso disso, eu não preciso sentir ou passar por nada que me faça mal, entende? ( Eu entendo, eu entendo! )  Não sei se foi uma coincidência o sol voltar a brilhar hoje; eu não sei se foi o calor ou  o sangue subindo para a minha face enquanto eu corria, mas a minha voz finalmente voltou.




 E a sutileza toma conta,



Percebe?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

12



(Você tá com medo? Eu sei que eu estou. Esse silêncio que não existia antes me dá um aperto no coração.)

11

E no meio da noite pude ver claramente a sombra dos livros empilhados, esquecidos em um canto e juntando poeira. Olhei pela janela e o céu, pálido e transtornado pelas luzes que nunca se apagam, já não tinha mais aquele tom de tinta azul de que eu me lembrava. E enquanto a silhueta de todos os detalhes  e lembranças, segredos e histórias  murmuravam e pediam minha atenção, um som na minha cabeça me fez perceber que era melhor voltar a dormir.
Não pensa muito de noite, menina. Escreve que é melhor.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ilustre Desconhecida



  Você passou por mim como quem não queria nada, eu estava sentado na rua apreciando o meu cigarro e logo meus olhos fixaram-se em você. O tempo passou e aquele local e aquela hora se tornaram sagradas, era sempre o momento e o local em que eu a via passar. Logo tornará-se uma paixão completamente platônica.
  Mas o tempo tende a correr e logo eu a conheci, nos tornamos amigos e até demais. Eu te via em minha casa, me via na sua, nas saídas, nos lugares e cada vez mais dividia o meu espaço e tempo com você. Foram beijos trocados, carinhos passados, amassos dados, transas roladas e tantas outras coisas, mas parecia que eu nem ao menos sabia o seu nome. Agora paro para pensar, que você é uma ilustre desconhecida que nunca se deixou conhecer. O meu lado curioso urge para conhece-la... Deixe de ser essa desconhecida e deixe-me entrar no seu mundo?
  Não, prometo que será rápido, uma simples olhadinha, uma simples ida para que eu a entenda e estenda a minha mão. Quero saber o seu nome, quero saber os seus gostos, quero saber de você...e talvez eu esteja apaixonado por alguém que não conheço e quanto mais conheço, mais apaixonado fico...

sábado, 6 de outubro de 2012

God like



  Escrever é como brincar de Deus, mais do que sonhar ou imaginar, escrever faz você criar mundo e realidades a seu bel prazer.
  Eu sou exímio na arte de brinca de Deus, tenho inúmeras facetas, inúmeros autores escrevem através de mim, inúmeros personagens largam as suas vidas em minhas mãos e eu amo inúmeras musas. Mas até onde se pode brincar com isso? Até onde eu brinco tanto, como uma criança que não esgota a sua energia na brincadeira e sempre passa da hora de parar?
  Eu sou uma criança, talvez covarde, talvez excessivamente energética, depositando todas as minhas energia numa brincadeira. Mas todos os castelos são de areia, todos os dias tem um fim e o sol se põe sempre, o tempo não é infinito e cada vez mais eu começo a me lembrar disso tudo...
  Por mais que as paredes dos meus castelos sejam fortificadas, por mais que eu as repare sempre que quero, há sempre invasores, há sempre um vento que o derruba. E o herói nunca herói por tanto tempo, assim como não é imortal e o amor...
  O amor é sempre belo, o amor é sempre o amor, em todas as minhas realidades, em todas as minhas facetas, em todas as minhas brincadeiras. Por um único momento, feche os olhos e venha brincar comigo, deixe que o amor norteei tudo isso como sempre, deixe que ele dite os rumos, porque não quero mais brincar de Deus, quero sim sentir esse amor de forma inesperada, andar sem saber qual é o meu destino, na estrada que não fui eu quem criou...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Once upon a time


  Ontem alguns fatos me fizeram pensar muito, dedico esse post a minha filha e a Lara.

  Tudo parece como um conto de fadas, contado detalhadamente a mim. De fora, é fácil para dizer as coisas, ver as coisas, se encantar e chorar. De dentro, bom, só quem está dentro sabe o que está passando.
  Eu me vejo sentando ouvindo o conto de fada passar e me sinto na platéia, torcendo para que os personagens fiquem juntos, interajo com a história, gesticulo, torço, rezo e tento até entrar no livro para fazer alguma coisa. Me derreto quando o casal fica junto e sempre acho lindo o amor e o quanto ele pode superar barreiras.
  Pouco a pouco o conto de fadas vai sendo escrito, folha por folha, linha por linha, palavra por palavra. É mais do que um esforço poético, é uma vivencia maior do que isso, é uma experiência sem limites.
  Faltam algumas folhas (poucas, adianto) para o final feliz e como expectador, fico a espera desse final, torcendo, interagindo, gritando e agindo. É o mínimo que posso fazer, para que eu também chegue no final do livro com um sorriso e olhe a contracapa, recapitulando a história com aquele sorriso doce no rosto e quem sabe, não seja o conto de fadas que irei contar aos meus filhos...


É tudo que posso fazer,

De coração,
Papai.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Sua fase


  Esse é aqueles dias péssimos em que você tira para falar sobre alguém. A música é só porque eu gosto dela mesmo hahaha.
  Mas foi uma semana um tanto complicada, pra mim e pra você. Mulheres e suas disfunções hormonais, mas também me deixou ver fases suas que eu ainda não tinha presenciado e se me permite, aqui vai um pouco das minhas observações.
  Você realmente brava e me batendo com força certamente foi uma delas haha, mas você também fica muito mais manhosa nessa fase e adoro quando me da abraços assim, são segundos a mais que eu ganho nesse abraço tão gostoso, afinal temos o mesmo tamanho.
  Também nunca tinha ouvido sua voz de sono e é engraçado você desacreditando quando eu digo que ela é gostoso de se ouvir e de fato é, ainda mais porque eu também estava começando a acordar naquele momento...
  Texto singelo, simples e até mesmo muito clichê, mas acredito que nada é clichê quando se vem do coração e nada é igual, assim como nada passa a ser simples e sem graça...talvez nas entrelinhas exista de fato um texto realmente bonito...talvez....

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

[IM] Perfect



  A rosa que eu ia te dar, deixei-a no chão e a pisoteei, o poema eu rasguei, as líricas eu destruí, os ursinhos eu queimei e os corações rasguei. Não é que eu não te ame mais, apenas cansei dessa minha faceta...
  Eu não sou perfeito, longe de ser e cansei de fingir ser. Cansei tentar de ser perfeito pra você. Eu sou perfeito pra mim quando ando desarrumado e do jeito que bem entendo, quando durmo a tarde inteira sem precisar ficar me explicando, quando jogo escondido a noite até o dia seguinte e chego na sua casa e durmo. Não vou mais ficar tentando cumprir todos os seus desejos, todas as suas vontades mais loucas, chega!  Não sou um príncipe sem vontades ou desejos, muito menos que isso, sou um garoto de cabelos desarrumados e roupa amassada. Estou te deixando isso e virando-lhes as costas, cabe a você querer me seguir, porque o meu caminho eu acabei de traçar...



[Fiquei levemente relutante em postar algo assim num blog que devia (ou começou) com um caráter estritamente romântico. Porém acredito que essa é também uma faceta que muitos não conheciam e eu não vou fingir para sempre ser o cara romântico perfeito. Isso também reflete um pouco do momento que agora passo, talvez uma redescoberta, talvez uma revolução. Mas assim como Fernando Pessoa, é apenas uma faceta de mim e eu nem ao menos sei qual delas eu sou, apenas sei que sou todas elas.]

Clock



  Por um período longo o meu tempo parou. O relógio parou com o habitual "tic-tac" e os ponteiros congelaram em um horário que não me interessa. A vida tornou-se um ciclo, da qual eu não sabia qual era o início e nem quantas voltas eu estava dando. O tempo não me ajudava, afinal eu sempre olhava no meu relógio e o tempo era sempre o mesmo.
  Até que resolvo joga-lo no chão, estilhaça-lo e caminhar pelas curvas, a rebeldia antes escondida agora se mostra em seus aspectos mais desastrosos, mais destrutivos e mais aleatórios. Eu sou o louco que canta na chuva enquanto os outros se escondem embaixo dos guarda-chuvas cinzas, aquele que dança no meio da rua quando estão vendo ou não, que não esconde o sorriso perante a simples felicidade de acordar e caminhar, que ri de si mesmo em situações constrangedoras. Eu sou o rebelde que desejei ser...
  Desejar. Fosse isso que faltava para mim, olhar para o meu desejo que urrava dentro de mim, como o feroz animal da qual o instinto já tinha captado o erro que era andar em círculos, desejo que eu escondia e deixava os dos outros sempre a frente.
  Mas agora o relógio não existe mais, existe apenas um chapéu de um chapeleiro qualquer, existe apenas a marca de louco na rebeldia sem lógica. Porém por tanto tempo eu nunca me senti eu mesmo, no mais profundo do meu ser, eu nunca me senti tão eu mesmo...
  Talvez o rebelde não seja tão rebelde, seja apenas o que sou. Talvez o louco não seja louco, seja a mais sensata das minhas expressões. E talvez a minha arte não seja sem sentido e sim, a mais ingenua forma do meu desejo...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012


A minha sanidade anda corrompida,
Os muros sucumbiram,
Diante da mente comprometida,
As idéias lúcidas sumiram,
O mundo mudou,
Também se calou.
A solidão é a minha companheira,
Tende a ser a minha herdeira,
De um reino falido,
Que espero ser lido,
Para a dama que o destinei,
Dama que tanto amei...
Os rabiscos se tornaram borrões,
As idéias flutuantes,
Os sentimentos em turbilhões,
O amor mais distante.
A poeisa é vaga,
Produzi-la é uma árdua saga,
Sem sentimentos é vazia,
Me produzem ânsias,
E asco do que escrevo,
Que não condiz com que vejo,
Porque você é a melodia,
Que faz o meu dia...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Trigger



  Minha mente funciona de um modo tão estranho. Eu sempre me sinto apontando uma arma para ela sem nunca conseguir tirar nada, uma pressão inútil que eu mesmo aplico a coitada. Porém quando eu puxo o gatilho uma explosão de idéias vem, um turbilhão de pensamentos mesclados nas mais diversas emoções. Isso está me enlouquecendo! Parece que eu perco a sanidade e tudo isso toma conta de mim!
  Uma hora eu sou um apaixonado platônico a procura da sua musa, outra eu pareço um serial killer com idéias completamente insanas, depois pareço um sádico que se tortura nas antigas lembranças e volto para o anjo que quer ajudar a todos acima de tudo. São todas as minhas facetas se expressando em um só momento por um só tiro. O meu ponto de ignição parece o mesmo para tudo!
  Estou enlouquecendo, pouco a pouco estou enlouquecendo...

  Peço então, perdão a todos que leem esse blog. De fato ele não é o mesmo sem a Tori por perto, muito menos eu, estou perdendo o meu rumo e o rumo que quis tomar para ele. Talvez eu dê um pequeno recesso, até encontrar um ponto para me apoiar. Sinceramente, parece que me apaixonar sempre retoma a minha sanidade...e criatividade...e arte...

H-ope

O erro do título é proposital.

  Alice, minha querida, me senti na obrigação de escrever uma pequena reflexão a você. Eu não posso ajudá-la de uma forma direta, mas sempre acredito que as palavras podem mudar o mundo. É verdade que esse pequeno texto não tem esse objetivo, mas é como um abraço quente no seu inverno que não termina...


  Uma corda não é só uma metáfora, é um utensílio. Já parou para pensar em quantas coisas da para se fazer com uma corda? Pode ser aquela que nos enforca e termina com essa vida tão incógnita. Também pode ser aquela que nos segura quando pulamos de um precipício e salva essa vida tão minúscula. Ela pode ser tantas coisas...
  Mas te vejo assim, segura por uma corda. E as fibras, uma a uma vão se despedaçando, as memórias não são eternas e a força que aplicamos uma hora irá arrebentar essa corda. Também há a hora em que devemos largar a nossa segurança, andar sobre uma montanha sem a sensação de estar seguro por algo preso ao seu corpo. Porém não tenhamos pressa, cada passo precisa ser dado com calma e cada passo quebra uma fibra. A corda se arrebenta, mas você não sente o impacto, nem a diferença, seus pés aprenderem a andar e a sua alma a viver.
  As lembranças nos servem bem, porém nunca para sempre. Corte a corda aos poucos, caminhe com seus dois pés, troque uma segurança por outra e assim ande para frente. Ofereço-a a minha mão, talvez não tão firme quanto uma corda, mas prometo aperta-la contra a sua para que sinta a mesma segurança...

Yuki.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Título? Pra que título?

  Pra que título se não há poesia, se não há conteúdo?
  Pra que conteúdo se não há idéias, se não há inspiração?
  Pra que inspiração se não há amores, no vago coração?
  E pra que coração, quando o que se tem é esse enigma?
  Esse enigma que constitui a vida, que constituí a nós. Pra que?

domingo, 23 de setembro de 2012

Build the Music

Crédito da imagem: Luiza Prado

  O motivo do título? Não sei, mas foi isso que veio em minha cabeça quando vi a imagem.

  O violinista às vezes sofre por não se fazer entendido. A música assim como a própria pessoa se constituem em enigmas que poucos entendem, as vezes nem mesmo ele consegue entender o próprio enigma. O fato é que surgem coisas daí, surge a arte, surge a música, surgem tantas outras coisas. Como se as peças desse enigma urgissem para se expressarem, pouco a pouco numa tentativa de se fazerem claras.
  Porém essa urgência também corrói o violinista. O corrói pelo motivo inverso, essa tentativa de se expressar se torna cada vez mais nebulosa aqueles que o vêem, pior, torna-se cada vez um ato solitário já que ele não se faz entender.
  Recolhido em ruínas, o som do violino ecoa sobre as paredes frias do concreto, aquele que resistiu ao tempo, a destruição e ainda encontra-se de pé. E assim quer que seja a sua arte, que se faz ouvir ao ancião para que ele também grave em suas paredes o som, para que ele também seja eterno, para que ele também tenha o seu lugar...

[Vejo que cada vez mais eu sou o violinista, tornando-me cada vez incompreensível perante aos outros e a mim]

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Feliz aniversário!

Blue Tori
I'm late, sorry.

  Alguns minutos atrasados, mas cheguei! Um post simples e com um feliz aniversário para a minha querida companheira de blog. Sei que não está mais escrevendo. Ainda assim, sinto como se ainda dividisse o blog com você e isso me faz bem.
  Por isso e por todo carinho que tenho por você, deixo meus sinceros parabéns, desejo que nesse ano você realize todos os seus desejos, descubra a sua felicidade e nunca deixe de sonhar. São palavras simples, como todas as que escrevo aqui, mas o que vale é cada pedaço do meu coração que deixo em cada uma que escrevo...