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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Death Puppets


A família real trazia prosperidade para aquele reino, o rei era uma figura bondosa e com uma visão acima do seu tempo: as decisões eram certeiras e claras. A rainha não era só sua figura de apoio, mas também excelente diplomata e estrategista, firmava acordos com uma facilidade impressionante sempre nas ocasiões certas. O reino podia se vangloriar da sua economia, cultura e desenvolvimento.
Os cinco resolveram tornarem-se cavaleiros reais, primeiro porque amavam o lugar onde nasceram, depois porque desejavam proteger a família real para que eles continuassem fazendo o reino prosperar daquela forma. Foi uma decisão que partiu do coração dos cinco amigos. Não foi um caminho fácil, ele foi árduo com vários momentos em que pensaram em desistir, mas a determinação era gigante e, quando perceberam, eram a única e exclusiva guarda real.
Mas seus afazeres não eram apenas os de escolta e proteção da família real, tinham como principal tarefa vigiar e proteger a jovem princesa. Não era algo fácil: ela era mimada e não gostava de ser contrariada, forçava os cavaleiros a cumprirem as suas vontades. Inclusive, eles aprenderam a cantar para satisfazer um desejo sórdidos da jovem princesa. Eles a viam como um grande contraste ao rei e a rainha, ela parecia ter nascido com algo diferente, um desejo obscuro e parecia divertir-se em comandar daquela forma subversiva e abusiva.
O tempo passou e aquela personalidade obscura da princesa aumentava, os cavaleiros eram humilhados e obrigados a tentarem cumprir tarefas impossíveis. Conseguiram uma audiência com o rei, que apenas deu ouvidos a filha que se fez de inocente, culpando ainda mais os cavaleiros. Só eles conseguiam enxergar aquele sorriso            malicioso na face da princesa.
Em um dia qualquer, algo aconteceu, algo bem ruim aconteceu. O castelo foi invadido por uma névoa negra e a vida de todos presentes foram sendo sugadas de seus corpos, uma a uma. Os cavaleiros não estavam prontos para combater aquilo, o que eles fariam? Tentaram evacuar as pessoas do castelo enquanto ouviam o som de uma risada conhecida e maléfica as suas costas. Tudo escureceu.
O corpo já não respondia como antes, a visão era limitada e os pensamentos nublados. A voz não saia com o comando, as pernas não andavam, eles conseguiam se enxergar e se reconhecerem, os cinco estavam lá. Mas o que tinha acontecido?
Assustaram-se ao verem que os cinco estavam mortos, não apenas isso, tinham se tornado zumbis. Ainda assim, havia algo a mais, não conseguiam se mexer por vontade própria ou sentir qualquer coisa.
Algo os fez se mover, uma espécie de cordão invisível parecia puxá-los para o centro do castelo. Andaram em passos débeis e lentos, contra a própria vontade. Vislumbraram a princesa, sentada no trono de seu pai. Tudo ao redor eram pilhas de corpos completamente sem vida.
- Cantem para mim.

Foi a ordem fria e crua. Eles começaram a cantar contra a sua vontade e assim permaneceriam, como marionetes do mal que foi se instalando silenciosamente no reino.

Imagem: The choir of the dead
Artista: Gary Laib

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Writing Prompt #2



Adventurer

                Há muitas vantagens em ser um aventureiro, ainda mais quando se tem o infinito do espaço como limite. Existem tantas regiões impressionantes a serem visitadas, tantos cenários mágicos a serem vistos e registrados, tantas criaturas impressionantes para conhecer (vide Tobby, esse pequeno cão alienígena que se tornou a minha melhor companhia). É um trabalho que muitos sonham ter, mas, ultimamente, o conteúdo dos meus sonhos tem sido outro...
                Sonho com a Terra e com uma casa simples. Parece um sonho pequeno, afinal, quantas pessoas não têm isso? Pois é, é um sonho pequeno, mas é algo que me abre um buraco no peito. Eu vi e tenho coisas que nenhuma outra pessoa já viu ou teve, armas alienígenas, tecnologia de outros mundos e nenhum limite.
                Mas não tenho um lar para retornar...
                Toda vez que me vejo deitada, penso no que ficou para trás, penso na minha família e em como o meus sobrinhos devem estar crescendo, nas reuniões familiares com churrasco que devo estar perdendo e na sensação de voltar para casa e ter alguém te esperando. Nunca pensei que sentia falta dessas coisas, nunca pensei que, apesar de ter tudo, eu precisaria de alguém para compartilhar tudo isso que eu vivo.
                Por enquanto, tenho o Tobby e continuo caminhando na esperança de um dia retornar para a casa, depois de cumprir toda essa missão. E lá estarão os churrascos, meus sobrinhos, minha família e muitos abraços calorosos, nós nos sentaremos e comeremos enquanto eles ouvem minhas histórias...

                Imagine a cara do pequeno Hans quando ouvir sobre aquela vez em que eu enfrentei um exército de alienígenas assassinos...


Imagem: Space Botanist
Artista: Duke

domingo, 10 de maio de 2015

Writing Prompt #1


Um estranho em um lugar estranho

                Como começar a contar a saga que vivi? Ah, lógico, do começo! Vamos lá.
                Meu nome é Zoenor, sou do planeta KZ25 afastado da sua querida Via Láctea e desde sempre eu quis explorar novos mundos. Depois de ser escolhido para tal função, me aventurei por mundo e galáxias a fora, conhecendo planetas novos, seres novos e...
                Bom, um certo dia eu vim para a Terra, só não esperava uma órbita com tanto lixo espacial e uma atmosfera com tanto atrito, o resultou foi a destruição de parte da minha nave que aterrissou forçadamente em um lugar pacato. Por sorte, sai ileso da queda e fui procurar alguma civilização em meio a tantos pastos, encontrei uma pequena cidade após caminhar algumas horas .
                Fui recebido de modo cordial: tiros, facadas e tentaram me colocar fogo algumas vezes. Realmente achei o povo da Terra bem simpático com visitantes. Tentei conversar com algum deles, mas parece que eles estavam enfurecidos demais para tentar conversar. Será que minha nave destruiu alguma coisa sagrada na queda? Bom, não saberei. O fato é que todas essas “armas” são primitivas e de nada fizeram com o meu corpo, o que os deixou ainda mais espantados.
                Mantive a calma e tentei ser cordial e diplomático. O que eu ganhei foi uma prisão de alguns meses e tentativas de me furarem, cortarem e etc. Nada foi efetivo e eu sempre mantive a calma. O vocabulário é algo simples e em poucas semanas, eu já conseguia me comunicar. Convenci a eles que não estava ali por mal e só queria voltar para a casa. Eles comentaram de algum filme chamado E.T. e pareciam mais calmos e até mesmo disposto a me ajudarem.
                Acabei tendo muita sorte, tanta que esse planeta é tão primitivo que não consegui consertar nenhuma parte da minha nave, restou pedir por auxílio e esperar. Enquanto isso, aprendia da cultura e costumes daqueles seres. Comecei a falar como eles, me vestir como eles e, não posso negar, a comida daqui é sem igual.
                Eles foram me aceitando aos poucos, se acostumando a presença estranha do meu ser. A cidade era tão pequena e pacata que acabei conhecendo a quase todos, logicamente, todos me conheciam também. Me apelidaram de Zoe e faz quase 1 ano que estou aqui.
                Hoje, estou tomando um café da manhã. Adoro café, ovos e bacon, uma combinação perfeita para começar a manhã. Parece que um pai e filho estavam de viagem e pararam no mesmo local. O pai sempre ocupado não me notou, mas o filho apontou para mim e gritou: “Olha, papai! Que bixo estranho!”.
                Olhei para o redor e vi que estavam apontando para mim. Mas como podiam me achar estranho? Eu estava todo vestido e...ah, lógico! Peguei o chapéu que estava sobre a mesa e coloquei-o na cabeça. Agora sim, eu estava me vestindo normalmente. Voltei-me ao garoto e dei-lhe um sorriso, ele acenou com as mãos e o pai dele pareceu não gostar muito daquilo. Acabei ouvindo-o cochichar algo com a balconista e ir embora.
                Tomei o meu café com calma e saí para as ruas. Uma enorme sombra tomou o lugar e vi naves e mais naves do meu planeta chegando. Demoraram 1 ano para me acharem e lerem a minha mensagem: “Planeta de fácil conquista e bons recursos”. Bom, onde eu estava? É mesmo, meu chapéu vou levá-lo comigo porque ele me deixa muito "estiloso", como uma pequena recordação...

Imagem: Guess Who's coming for dinner.
Artista: CoolSurface

Writing Prompts

Oi, pessoal :D

Eu e a Damsel in Blue decidimos começar um exercício novo e vamos aproveitar o (morto) blog para isso. Encontramos uma ideia que tem circulado na internet chamado "Writing Prompt", mas o que é isso?
Bom, Writing Prompt são imagens ou ideias prontas e vagas lançadas para as pessoas escreverem sobre. É um bom exercício para quebrar aquela coisa da "cãibra do escritor" e escrever sobre novos gêneros. Por esse motivo, vocês verão textos de gêneros que nós nunca nos arriscamos a escrever e, o mais legal de tudo isso, verão o mesmo Writing Prompt escrito por duas pessoas diferentes.
Espero que gostem, pois nós nos divertiremos muito fazendo isso!

By: Fake Angel

terça-feira, 14 de abril de 2015

A escada para o sonho

Quando perguntamos à crianças o que elas querem ser quando crescerem, a resposta é rápida e na ponta da língua: médico, astronalta, professor e etc. Se perguntarmos o por quê daquela escolha, elas nos dirão: é para fazer a diferença no mundo.

Crescemos e conhecemos mais do mundo, passamos por várias experiências que vão moldando as nossas escolhas. Esquecemos do nosso sonho de criança e começamos a formular novos planos, pensamos em construir uma escada para o sucesso. Afinal, ter um bom emprego e uma segurança financeira parece uma boa coisa.

Chegamos nas horas das decisões: escolha da faculdade e escolha da profissão. Momentos difíceis e tantas opções acabam por nos assustar. Então resolvemos apostar no seguro ou naquilo que nos dará um futuro. Estamos construindo nossa escada ao topo aos poucos.

Mas no meio do caminho paramos e esse é um momento importante. Quantas vezes olhamos para trás? Poucas. E o que vemos quando fazemos isso? É ainda mais difícil encarar isso.

Então, eu paro no meio da subida e me pergunto: desde quando eu deixei de acreditar?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Se um dia eu me esquecer

Nos momentos escuros, adentramos um período longo em que a noite toma todas as cores. Perdidos, seus olhos não enxergam o que está em frente e muito menos o chão. Mas logo logo o dia nasce e junto a ele enxergamos o céu completamente azul, para nos lembrar que, ao menos essa cor, sempre estará te acompanhando, assim como a dama que carrega o seu nome.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Saudades do Azul



Digo que sinto falta do azul. Podem me questionar que é uma falta sem sentido, como se sente falta de uma cor?
Digo-lhe que não entendem como é sentir falta de uma cor.
Logo dizem que o azul é abundante por aí. Existem vestidos azuis, o mar é azul e o céu cobre todos os lugares e é de um azul lindo.
Eles não entendem nada da falta que eu sinto.
Eu sinto falta de um azul que tem um sorriso terno e carinhoso, independente da situação. Um jeito alegre em excesso que não causa desconforto, pelo contrário, contagia quem está em volta. Um modo de abraçar tão apertado e tão doce que nunca se quer sair daquele lugar. O azul da companhia e que compartilha suas mais loucas idéias e...
E...sabe como uma paleta de um pintor faltando a cor que dará o toque final?
Falta o azul que me inspira nessa minha paleta imensa chamada imaginação.

Sinto sua falta, amiga, companheira e inspiradora.
Para: Tori

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bagunça



A minha vida é uma bagunça. Digo isso porque tudo ao meu redor parece sempre bagunçado: meu cabelo anda sempre bagunçado, meus pensamentos são bagunçados, minha agenda é bagunçada e meu quarto é bagunçado.

Por esses motivos, sempre julguei essa bagunça como algo ruim, sempre foi difícil me organizar e às vezes, conviver comigo mesmo. Não ter esse senso de direção, a organização para saber onde estão as coisas e uma direção a seguir, me prejudicou algumas vezes.

Mas os ciclos lunares passam junto aos anos e as coisas mudam, menos toda essa minha bagunça que, na verdade, só cresceu junto comigo.

Hoje, coisas se acrescentaram a essa bagunça, isso porque eu te conheci, começamos a nos amar e conviver juntos. Agora, toda vez que você deixa a minha casa, eu preciso verificá-la para ver se nada ficou para trás: algumas vezes é uma blusinha, outras é uma pulseira ou um brinco ou fios de cabelos…
A minha bagunça aumentou, junto a ela, rastros da sua presença impregnam o meu quarto: o seu perfume sempre está no ar, o seu shampoo no meu travesseiro e as coisas que você deixou para trás ficam para lembrar da sua imagem.

Porém, não é só isso, sempre que você vai embora minha cabeça fica bagunçada, minha rotina fica bagunçada e meu coração fica bagunçado…

Foi você com tudo isso que me mostrou que “bagunçado” também tem um significado bom, uma bagunça que mexe com a gente, que nos faz pensar e crescer, uma bagunça que te instiga, que te questiona e que te empurra para frente. Porque todo dia que passo com você, me torno alguém melhor, todo dia que passo com você, me torno alguém que quer ser melhor e maior, todo dia que passo com você, me bagunço ainda mais. E é por isso que ainda sou bagunçado, mas com a enorme certeza de que quero me perder nessa bagunça, mais e mais…

Eu te amo,

Happy Valentine’s Day.

sábado, 28 de setembro de 2013

Aprendendo a andar à 4 pernas


                Aos 21 anos, me sinto novamente como criança. Uma sensação que é um misto entre sentir-se estranho e sentir-se feliz. Como uma boa criança, descobri que preciso (re)aprender inúmeras coisas e que, como grande aliado, tenho esses olhos que parecem enxergar além, que me permitem ver coisas que normalmente eu ignoraria ou não veria, mas não vou me estender, não ainda.
                Estou tendo que aprender a falar: de modo que não te machuque e do modo que minhas palavras sejam claras, que demonstrem  o carinho e o amor que tenho por você do melhor modo possível, afinal as palavras são um dos poucos modos que conheço de dizer que a amo.
                Voltei a aprender a olhar: os pequenos sinais que você me dá quando está incomodada e que quebram o meu egocentrismo, preciso lembrar que você agora faz parte de mim, da minha rotina, da minha vida e que é preciso perceber os momentos de parar e de continuar. Também estou aprendendo a ver a beleza nos seus pequenos atos, pena que esse é um universo particular que pouco posso compartilhar com as pessoas, levaria um livro inteiro para tentar fazer as pessoas entenderem que o modo como você sorri é único e, além disso, perfeito.
                Aprendi a dividir e guardar: dividir emoções, dores, felicidades, tristezas, momentos e lembranças. Guardar segredos que são nossos, momentos que as outras pessoas não irão entender.

                Por fim, aprendi a andar: não só com as minhas duas pernas, mas com as 4 que agora temos. Sempre andando para frente, no mesmo ritmo, compartilhando o que está no caminho, afinal, não me importa muito o final da história, mas sim as coisas que estamos vivendo durante todo esse trajeto...

domingo, 25 de agosto de 2013

Garoa em alto mar

Um dia ouvi de uns pescadores quaisquer algumas lições. Me disseram eles que o mar é traiçoeiro, que tem seus altos e baixos, as vezes ele é calmo e se revolta de uma vez, as águas ficam furiosas e arremessam o seu barco, tentando engoli-lo naquela escuridão sem fim.

Mas também me disseram que sempre existe um porto seguro, que há sempre um lugar a qual voltar, o lugar que é acolhedor, caloroso e aconchegante. A simples existência desse lugar os faz lutar, contra as marés que querem derrubá-los. E sempre, sempre o porto está lá, no mesmo lugar e do mesmo jeito.

Foi quando começou a garoar e todos eles sorriram, sorriram porque uma garoa não chega perto de uma tempestade, uma garoa após a tempestade não é algo que os faça reclamar, por mais frio que esteja, é um motivo de festejar, simplesmente porque é o sinal de que a tempestade passou e que eles podem voltar para o seu porto, com a toda certeza de que ele estará lá.

Então, meu amor, não importa qual é o tamanho da tempestade. Vamos olhar para frente, vamos esperar pela garoa, vamos ir contra a corrente. Porque eu não sou sozinho o seu porto, como também sou mais um marujo nesse barco, do seu lado na tempestade, do seu lado na garoa e do seu lado na chuva.

Falta estar ao seu lado no sol, mas esse eu sei que erradia quando você sorri. Deixe as lágrimas serem sua garoa e me dê um pouco de sol....

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sobre a garota doce



 Descobri que sim, eu demoro para notar algumas coisas. Mas apesar da demora, elas sempre aparecem e me encantam cada vez mais.
  Algumas coisas  no nosso relacionamento pareceram um tanto tardias, pareceu que, mesmo te conhecendo a 3 anos, demorou todo esse tempo para a gente se apaixonar, algo que hoje é tão natural para ambos. Mas também existia coisas tão naturais... o convívio de 3 anos nos fez conhecer alguns gostos um do outro, nos fez saber algumas coisas que o outro gosta e não gosta...
  Enfim, vim aqui escrever porque percebo que, a cada dia que passa, eu estou mais apaixonado por você (e pelo seu jeito único de ser). Descrevo aqui, as cenas que não te conto porque gosto de guardá-las comigo, mas que são tão preciosas para mim que merecem serem registradas não só como minhas memórias...
  Eu amo acordar do seu lado e antes de você (jurava que isso nunca ia ser possível, anyway) só para poder vê-la dormindo, calma e tranquila do meu lado. Assim como é tão gostoso o seu sorriso quando faço carinho na sua cabeça ou quando você se ajeita nos meus braços procurando um pouco de aconchego. As suas palavras me soam tão doces e você não faz idéia de como me derretem, um simples "Eu estou carente de você" já é o suficiente para me fazer querer correr para você. Sim, eu estou cada vez mais apaixonado pela minha menina, cada vez mais apaixonado pelo seu jeitinho que me conquistou e me conquista a cada dia.
  Não vou me estender muito mais, mas termino o texto com aqueles três palavrinhas que não são da boca para fora, seria mais justo dizer que são as palavras do meu coração: Eu te amo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

About our Love


Ele não começou naquele encontro mágico do metrô, não houve a cena de filme em que, eu sentado, via você sair da porta e sabia que você era o amor da minha vida. Também não existiu o meu cachorro correndo atrás de você e logo você se apaixonou por ele e por mim. Não existiu nada disso...

Nosso amor também não é conhecido, duvido que ele seja inspiração para algum filme ou livro que depois vire Best Seller, também não somos um casal que inspirará milhares de pessoas ao mesmo tempo em que vivemos como um simples casal, escondido dentre os milhares que existem por aí.  Nosso amor não é famoso.

Nosso amor não foi o amor a primeira vista, não foi o amor por coincidência, não foi o amor de filme, não foi o amor de novela, não foi o amor de Platão e muito menos patológico.


E são todos esses “nãos” que fazem do nosso amor, especial.  Não é o amor igual a todos os outros, é o nosso amor. Construído das pequenas coisas nossas que, podem não ser tão especiais para os outros, mas são experiências únicas para nós. Desfrutemos do anonimato para vivê-lo sem censura, desfrutemos da falta de pressa do amor a primeira vista, para amadurecer juntos, desfrutemos da falta de padrões, para construímos tudo isso juntos. Desfrutemos de nós e desse amor tão grande, que não cabe em palavras, que não cabe em beijos, que não cabe em tantas coisas por ser tão grande, mas que certamente cabe em meu peito.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma crônica de amor


A vida de escritor às vezes nos prega algumas peças. Faz um tempo que quero produzir algo e simplesmente não consigo. Acho que chamam isso de cãibra do escritor (ou qualquer coisa do gênero). Tentei de tudo: fechar-me no quarto com uma folha e caneta, sair observando coisas diferentes, tentei escrever por escrever e ver se algo fluía, fiquei de ponta cabeça com uma maçã na boca (ta, eu não faço isso), reuni todas as coisas agradáveis e gostosas a minha volta e nada.               
E esse é o maior problema, nada saí e aquilo dentro de você gera um grande incômodo. É como aquela comida que não lhe caí bem, que fica ali te incomodando, incomodando e querendo sair do seu corpo de alguma forma. Perdão pela comparação, meus sentimentos e minhas ânsias não são tão repugnantes assim, pelo contrário, são sentimentos belos e nobres que querem ganhar voz.
                Então, vamos para a hipótese de que eu sou incompetente como escritor. Não sei transcrever em palavras as minhas idéias, muito menos torná-las acessíveis para os outros. Mas não é isso que quero alcançar em meus escritos, quero despertar nos leitores os sentimentos deles e não os meus.

                Termino então com a minha teoria mais certa: há coisas que eu não consigo explicar, há coisas que eu não consigo traduzir. São coisas que me pesam, me trazem responsabilidades, muitas vezes um peso nos ombros. Mas esqueço de tudo isso, porque são essas coisas também que alimentam o meu amor por você. Eu simplesmente não sei explicá-lo, não sei traduzi-lo e sempre que vou declará-lo, pareço um babuíno tentando dizer algumas palavras. Porém os meus gestos, os meus carinhos e a minha dedicação tentam demonstrar o que sinto. Não tenho porque continuar esse texto, já lhe disse que não sei explicar esse amor, abandone essa leitura e venha para os meus braços, viva o inexplicável comigo...

terça-feira, 30 de abril de 2013

A menina e o balão


  Dizem que os poetas são aqueles que escrevem as coisas do dia-a-dia com outros olhos. Não sei dizer bem se isso é verdade, mas aqui escrevo uma cena simples de um dia-a-dia qualquer.
  Estávamos no shopping e você me esperava do lado de fora, eu tinha me ausentado por pequenos instantes e quando voltei, te vi ali. Segurando aquele balão que ganhamos, de costas para mim, apoiada no parapeito e completamente distraída. Te confesso que fiquei muito tempo, parado naquele corredor. Não sei dizer se foram meus "olhos de poeta" ou meus simples olhos apaixonados, mas aquela era a cena mais linda que eu já vi.
  Você estava tão natural, tão distraída. Porém, para mim, não existia mais nada além de você, aquela garota delicada brincando com o balão entre os dedos, as pernas cruzadas de modo gracioso, a ponta do pé batendo no chão e o olhar perdido. Queria ter ficado lá por mais tempo, mas meus braços chamaram pelo seu corpo naquele abraço tão simples e gostoso. Então eu ganhei aquele seu sorriso lindo...
  Desculpem poetas...desculpem por não terem os meus olhos e não conseguirem ver o que eu vi. Fiquem com a imaginação da cena descrita, mas acreditem...Não vai chegar nem perto do que eu vi...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pequena Cena


  - Ei! Você esqueceu isso!

  Foi o que o fez parar por um instante e voltar-se para trás. Ela ainda estava com o mesmo sorriso completamente enigmático no rosto, as mãos voltadas para trás. Sem entender direito, aproximou-se dela e foi surpreendido por um abraço forte, um beijo no rosto e sentiu algo caindo sobre o seu bolso. Ficou completamente envergonhado e despediu-se novamente, naquela proximidade era fácil perceber duas coisas: O perfume doce que ela tinha e ele sabia que não ia esquecer tão cedo e a bala de menta que ela estava na boca.

  Depois cada um seguiu o seu caminho, ela tinha um sorriso um pouco mais contente e também o sorriso de alguém que acabou de aprontar algo. Ele ainda estava confuso com tudo aquilo, colocou a mão no bolso e foi surpreendido por uma foto 3x4 dela, no verso a frase “não se esqueça de mim” e uma bala de menta
.
  Ela tinha planejado tudo e mesmo num ato tão simples, tinha conseguido marcá-lo. Porque agora ele girava a bala de menta entre os dedos, lembrando-se do sabor dos lábios dela, as suas roupas estavam com o seu perfume e a foto não o deixava esquecer os momentos que queria reter. Aquilo aumentava a vontade dele de uma forma absurda, queria vê-la, queria tê-la, queria...simplesmente repetir a cena que mais parecia de um filme, ingênuo, doce, bem pensada e principalmente, só deles.

  Afinal as coisas pequenas e particulares são as que te marcam, para algo ou para alguém e são coisas apenas dos dois para os dois...


domingo, 31 de março de 2013

Kiss in silence


  Parece aquelas cenas de filme. Nós dois sentados um do lado do outro, depois de tanto tempo sem se ver. Um olha para o outro e não consegue dizer nada...
  Não é à toa. Foi um tempo em que nos desentendemos e teimosos, resolvemos guardar as "coisas da nossa cabeça" para nós, "deixar para lá" as coisas que podiam ser resolvidas e como dois grandes covardes, fugimos de nós por um tempo.
  Mas aqui estamos, tentando nos resolver no que parece uma luta em silêncio. Os olhares parecem não se encontrarem nunca (afinal, os olhos dizem muita coisa), as palavras parecem fugir e eu sei que a gente só quer se entender.
  Aqueles minutinhos parecem horas, aquele clima parece pesar em nossas costas. Até que por mera 
coincidência nossos olhares se cruzaram. Eu não consigo tirar meus olhos dos seus, enxergo por entre eles a tristeza que sente e o peso que tentar me dizer tudo aquilo é para você...
  Chega... Te beijo e tudo isso acaba....


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Valentine's Day


  Ah, o amor. O que dizer sobre o amor? Há tantos clichês por traz, tantas coisas que todos dizem e até mesmo coisas negativas sobre ele. Então o que dizer sobre o amor?
 Não sei, nem ao certo quando o sinto ou quando não. Sei que meu coração bate rápido quando vê o seu sorriso ao longe, sei que eu moldo um sorriso quando você para para arrumar o cabelo, sempre durmo depois de você só para passar um pequeno instante vendo-a dormir e quando o faz, passo os braços no seu corpo e a deixo perto de mim, é uma estratégia para sentir sua pele contra a minha, saber que tudo isso é verdade e que esse sentimento não é imaginação minha..
  Mas hoje não é dia de contar todas as coisas que fazem com que eu me encante com você, coisas que fizeram eu me apaixonar ontem, hoje e amanhã por você, hoje é um dia especial para eu tentar mostrar o meu amor de outra forma...
  Talvez uma surpresa, porém começo com essas letras e esse pequeno espaço, de fato pequeno comparado ao espaço que você tomou em meu coração.
  Feliz Valentine's Day...


Perdão por não estar postando muito e perdão por estar atrasado com esse post. Voltarei ao ritmo logo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Chuva de borboletas


  Já parou pra pensar em como seria uma chuva de borboletas?

  Elas cairiam dos céus com suas várias formas e várias cores, iriam iluminar os olhos das crianças, dos curiosos e dos puros. Algumas pessoas distraídas engoliriam algumas delas e elas iriam direto para o estômago, causar aquele friozinho e aquele suor frio gostoso nelas, aquele pequeno tremor e aquela sensação de estar inquieto. Outras voariam sobre a cabeça das pessoas, dando-lhes inúmeras idéias, criativas, animadas e coloridas. Algumas pousariam sobre o ombro das pessoas, trazendo com esse ato a boa sorte, a felicidade e os sorrisos. Pessoas tentariam caçá-las, correndo atrás delas com uma rede como quem caça um sonho.
  São tantas metáforas para uma chuva de borboletas, são também tantas sensações ligadas a elas que, por sinal, são as mesmas que sinto quando estou com você... 

Sem palavras


  Foram tantos os momentos e as horas que passamos conversando sobre qualquer coisa, tantos os momentos em que passamos no telefone e outros tantos que não eram palavras, mas outros tipos de sons que tomavam nossos corpos e nossas bocas.
  Foram também as suas palavras que me alegraram, foram elas que me acordaram com um sorriso, elas que me provocaram e elas que fizeram tantas coisas.
  Porém pareceu que esquecemos de todas elas naquele momento e um outro conjunto veio a tona. Foi aquele sorriso tímido de quando minha testa encostou na sua, os olhos que se fecharam e se abriram com aquele brilho e acima de tudo, aquela troca de olhar e carinhos, sem uma só palavra, mas com tantas inclusas, querendo dizer tantas coisas que a boca não sabe dizer, mas certamente são os sons do coração...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Porto Seguro


  Qual é o meio mais fácil de lhe dizer isso sem que eu te machuque tanto? Acho que ele não existe, então escrevo por extenso tudo o que se passou até eu chegar aqui.
  É verdade que resolvi viajar pelo mundo e experimentar coisas novas. Alguns meses em um lugar e já pulava para outro, afinal é para se aproveitar as coisas diferentes, não? E assim foi, experimentei comidas novas, costumes novos e mulheres novas...
  Mulheres novas, de todos os tipos, de todas as raças e de todas as cores. Ainda não comece a chorar e ainda não tente me matar, ainda vou chegar no ponto que quero.
  Com todas essas mulheres as relações foram superficiais e breves, estava na época de me divertir sem me conectar e elas também não iriam me ver por muito tempo, pois logo estaria mudando de país. Percebi que não fui feito para esse tipo de relações e muito menos fui feito para fugir...
  Todas essas viagens foram como uma busca, inútil, digo de passagem. Uma busca por algo que já tive e sei onde encontrar, mas que simplesmente resolvi ignorar, seja por medo ou covardia. Foram essas viagens que também me deram as pistas (ou devo dizer tapa na cara?) para que eu (re)descobrisse o que procurava...
  Porque foram nos lábios de outra que eu procurei os seus, foram nos olhos de outra que procurei os seus, nos braços de mais outra que procurei o seu calor e nessas tantas o seu amor.
  Não me surpreendo de saber que sou um covarde correndo dos meus problemas, também não me surpreendo em saber que sou completamente apaixonado por você. Porque existem tantas coisas no mundo para se ver e para se sentir, mas nada nesse mundo substituí o nosso porto seguro, nada nesse mundo substituí o lugar que construímos junto a alguém.
  Os portos que são construídos passo a passo. A cada risada conjunta, a cada lágrima conjunta, a cada momento especial, a cada carinho, a cada suporte e apoio que se dá. São portos construídos de amor e desculpe, o meu amor é somente seu e de mais ninguém.

  Agora no fim, chore, me bata, me chame de idiota, me destrua e diga que nunca mais irá me ver. Mas deixo as malas sobre a sua porta e quero somente te dizer: Estou em casa...