terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Saudades do Azul
Digo que sinto falta do azul. Podem me questionar que é uma falta sem sentido, como se sente falta de uma cor?
Digo-lhe que não entendem como é sentir falta de uma cor.
Logo dizem que o azul é abundante por aí. Existem vestidos azuis, o mar é azul e o céu cobre todos os lugares e é de um azul lindo.
Eles não entendem nada da falta que eu sinto.
Eu sinto falta de um azul que tem um sorriso terno e carinhoso, independente da situação. Um jeito alegre em excesso que não causa desconforto, pelo contrário, contagia quem está em volta. Um modo de abraçar tão apertado e tão doce que nunca se quer sair daquele lugar. O azul da companhia e que compartilha suas mais loucas idéias e...
E...sabe como uma paleta de um pintor faltando a cor que dará o toque final?
Falta o azul que me inspira nessa minha paleta imensa chamada imaginação.
Sinto sua falta, amiga, companheira e inspiradora.
Para: Tori
Marcadores:
Crônicas e digressões,
Fake Angel,
Sobre você
25
Acho que não tenho mais tanta paciência para as pessoas. É sempre um monte de gente vivendo quase as mesmas vidas, vivendo no automático. Deixa de ser assim, deixa de viver a mesma coisa todos os dias. Se sentir é o seu medo, então aprende a lidar com o frio na barriga e as borboletas no estômago. Aprende a aceitar que às vezes é preciso cair, mas que tem dias que valem a pena. Eu to me esforçando pra não ser a mesma todos os dias, numa corrida sem fim contra mim mesma.
Corre, Juju.
Corre que você chega lá.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Bagunça
A minha vida é uma bagunça. Digo isso porque tudo ao meu redor parece sempre bagunçado: meu cabelo anda sempre bagunçado, meus pensamentos são bagunçados, minha agenda é bagunçada e meu quarto é bagunçado.
Por esses motivos, sempre julguei essa bagunça como algo ruim, sempre foi difícil me organizar e às vezes, conviver comigo mesmo. Não ter esse senso de direção, a organização para saber onde estão as coisas e uma direção a seguir, me prejudicou algumas vezes.
Mas os ciclos lunares passam junto aos anos e as coisas mudam, menos toda essa minha bagunça que, na verdade, só cresceu junto comigo.
Hoje, coisas se acrescentaram a essa bagunça, isso porque eu te conheci, começamos a nos amar e conviver juntos. Agora, toda vez que você deixa a minha casa, eu preciso verificá-la para ver se nada ficou para trás: algumas vezes é uma blusinha, outras é uma pulseira ou um brinco ou fios de cabelos…
A minha bagunça aumentou, junto a ela, rastros da sua presença impregnam o meu quarto: o seu perfume sempre está no ar, o seu shampoo no meu travesseiro e as coisas que você deixou para trás ficam para lembrar da sua imagem.
Porém, não é só isso, sempre que você vai embora minha cabeça fica bagunçada, minha rotina fica bagunçada e meu coração fica bagunçado…
Foi você com tudo isso que me mostrou que “bagunçado” também tem um significado bom, uma bagunça que mexe com a gente, que nos faz pensar e crescer, uma bagunça que te instiga, que te questiona e que te empurra para frente. Porque todo dia que passo com você, me torno alguém melhor, todo dia que passo com você, me torno alguém que quer ser melhor e maior, todo dia que passo com você, me bagunço ainda mais. E é por isso que ainda sou bagunçado, mas com a enorme certeza de que quero me perder nessa bagunça, mais e mais…
Eu te amo,
Happy Valentine’s Day.
Marcadores:
Crônicas e digressões,
Fake Angel,
Sobre você
sábado, 28 de setembro de 2013
Aprendendo a andar à 4 pernas
Aos 21
anos, me sinto novamente como criança. Uma sensação que é um misto entre sentir-se
estranho e sentir-se feliz. Como uma boa criança, descobri que preciso
(re)aprender inúmeras coisas e que, como grande aliado, tenho esses olhos que
parecem enxergar além, que me permitem ver coisas que normalmente eu ignoraria
ou não veria, mas não vou me estender, não ainda.
Estou
tendo que aprender a falar: de modo que não te machuque e do modo que minhas
palavras sejam claras, que demonstrem o
carinho e o amor que tenho por você do melhor modo possível, afinal as palavras
são um dos poucos modos que conheço de dizer que a amo.
Voltei
a aprender a olhar: os pequenos sinais que você me dá quando está incomodada e
que quebram o meu egocentrismo, preciso lembrar que você agora faz parte de
mim, da minha rotina, da minha vida e que é preciso perceber os momentos de
parar e de continuar. Também estou aprendendo a ver a beleza nos seus pequenos
atos, pena que esse é um universo particular que pouco posso compartilhar com
as pessoas, levaria um livro inteiro para tentar fazer as pessoas entenderem
que o modo como você sorri é único e, além disso, perfeito.
Aprendi
a dividir e guardar: dividir emoções, dores, felicidades, tristezas, momentos e
lembranças. Guardar segredos que são nossos, momentos que as outras pessoas não
irão entender.
Por
fim, aprendi a andar: não só com as minhas duas pernas, mas com as 4 que agora
temos. Sempre andando para frente, no mesmo ritmo, compartilhando o que está no
caminho, afinal, não me importa muito o final da história, mas sim as coisas
que estamos vivendo durante todo esse trajeto...
Marcadores:
Crônicas e digressões,
Fake Angel,
Sobre você
domingo, 25 de agosto de 2013
Garoa em alto mar
Um dia ouvi de uns pescadores quaisquer algumas lições. Me disseram eles que o mar é traiçoeiro, que tem seus altos e baixos, as vezes ele é calmo e se revolta de uma vez, as águas ficam furiosas e arremessam o seu barco, tentando engoli-lo naquela escuridão sem fim.
Mas também me disseram que sempre existe um porto seguro, que há sempre um lugar a qual voltar, o lugar que é acolhedor, caloroso e aconchegante. A simples existência desse lugar os faz lutar, contra as marés que querem derrubá-los. E sempre, sempre o porto está lá, no mesmo lugar e do mesmo jeito.
Foi quando começou a garoar e todos eles sorriram, sorriram porque uma garoa não chega perto de uma tempestade, uma garoa após a tempestade não é algo que os faça reclamar, por mais frio que esteja, é um motivo de festejar, simplesmente porque é o sinal de que a tempestade passou e que eles podem voltar para o seu porto, com a toda certeza de que ele estará lá.
Então, meu amor, não importa qual é o tamanho da tempestade. Vamos olhar para frente, vamos esperar pela garoa, vamos ir contra a corrente. Porque eu não sou sozinho o seu porto, como também sou mais um marujo nesse barco, do seu lado na tempestade, do seu lado na garoa e do seu lado na chuva.
Falta estar ao seu lado no sol, mas esse eu sei que erradia quando você sorri. Deixe as lágrimas serem sua garoa e me dê um pouco de sol....
Mas também me disseram que sempre existe um porto seguro, que há sempre um lugar a qual voltar, o lugar que é acolhedor, caloroso e aconchegante. A simples existência desse lugar os faz lutar, contra as marés que querem derrubá-los. E sempre, sempre o porto está lá, no mesmo lugar e do mesmo jeito.
Foi quando começou a garoar e todos eles sorriram, sorriram porque uma garoa não chega perto de uma tempestade, uma garoa após a tempestade não é algo que os faça reclamar, por mais frio que esteja, é um motivo de festejar, simplesmente porque é o sinal de que a tempestade passou e que eles podem voltar para o seu porto, com a toda certeza de que ele estará lá.
Então, meu amor, não importa qual é o tamanho da tempestade. Vamos olhar para frente, vamos esperar pela garoa, vamos ir contra a corrente. Porque eu não sou sozinho o seu porto, como também sou mais um marujo nesse barco, do seu lado na tempestade, do seu lado na garoa e do seu lado na chuva.
Falta estar ao seu lado no sol, mas esse eu sei que erradia quando você sorri. Deixe as lágrimas serem sua garoa e me dê um pouco de sol....
Marcadores:
Crônicas e digressões,
Fake Angel,
Reflexões,
Sobre você
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Sobre a garota doce
Descobri que sim, eu demoro para notar algumas coisas. Mas apesar da demora, elas sempre aparecem e me encantam cada vez mais.
Algumas coisas no nosso relacionamento pareceram um tanto tardias, pareceu que, mesmo te conhecendo a 3 anos, demorou todo esse tempo para a gente se apaixonar, algo que hoje é tão natural para ambos. Mas também existia coisas tão naturais... o convívio de 3 anos nos fez conhecer alguns gostos um do outro, nos fez saber algumas coisas que o outro gosta e não gosta...
Enfim, vim aqui escrever porque percebo que, a cada dia que passa, eu estou mais apaixonado por você (e pelo seu jeito único de ser). Descrevo aqui, as cenas que não te conto porque gosto de guardá-las comigo, mas que são tão preciosas para mim que merecem serem registradas não só como minhas memórias...
Eu amo acordar do seu lado e antes de você (jurava que isso nunca ia ser possível, anyway) só para poder vê-la dormindo, calma e tranquila do meu lado. Assim como é tão gostoso o seu sorriso quando faço carinho na sua cabeça ou quando você se ajeita nos meus braços procurando um pouco de aconchego. As suas palavras me soam tão doces e você não faz idéia de como me derretem, um simples "Eu estou carente de você" já é o suficiente para me fazer querer correr para você. Sim, eu estou cada vez mais apaixonado pela minha menina, cada vez mais apaixonado pelo seu jeitinho que me conquistou e me conquista a cada dia.
Não vou me estender muito mais, mas termino o texto com aqueles três palavrinhas que não são da boca para fora, seria mais justo dizer que são as palavras do meu coração: Eu te amo.
Marcadores:
Crônicas e digressões,
Fake Angel,
Sobre você
quarta-feira, 12 de junho de 2013
About our Love
Ele não começou naquele encontro mágico do metrô, não houve
a cena de filme em que, eu sentado, via você sair da porta e sabia que você era
o amor da minha vida. Também não existiu o meu cachorro correndo atrás de você
e logo você se apaixonou por ele e por mim. Não existiu nada disso...
Nosso amor também não é conhecido, duvido que ele seja
inspiração para algum filme ou livro que depois vire Best Seller, também não
somos um casal que inspirará milhares de pessoas ao mesmo tempo em que vivemos
como um simples casal, escondido dentre os milhares que existem por aí. Nosso amor não é famoso.
Nosso amor não foi o amor a primeira vista, não foi o amor
por coincidência, não foi o amor de filme, não foi o amor de novela, não foi o
amor de Platão e muito menos patológico.
E são todos esses “nãos” que fazem do nosso amor, especial. Não é o amor igual a todos os outros, é o
nosso amor. Construído das pequenas coisas nossas que, podem não ser tão
especiais para os outros, mas são experiências únicas para nós. Desfrutemos do
anonimato para vivê-lo sem censura, desfrutemos da falta de pressa do amor a
primeira vista, para amadurecer juntos, desfrutemos da falta de padrões, para
construímos tudo isso juntos. Desfrutemos de nós e desse amor tão grande, que
não cabe em palavras, que não cabe em beijos, que não cabe em tantas coisas por
ser tão grande, mas que certamente cabe em meu peito.
Marcadores:
Crônicas e digressões,
Fake Angel,
Sobre você
Assinar:
Postagens (Atom)



