Um dia ouvi de uns pescadores quaisquer algumas lições. Me disseram eles que o mar é traiçoeiro, que tem seus altos e baixos, as vezes ele é calmo e se revolta de uma vez, as águas ficam furiosas e arremessam o seu barco, tentando engoli-lo naquela escuridão sem fim.
Mas também me disseram que sempre existe um porto seguro, que há sempre um lugar a qual voltar, o lugar que é acolhedor, caloroso e aconchegante. A simples existência desse lugar os faz lutar, contra as marés que querem derrubá-los. E sempre, sempre o porto está lá, no mesmo lugar e do mesmo jeito.
Foi quando começou a garoar e todos eles sorriram, sorriram porque uma garoa não chega perto de uma tempestade, uma garoa após a tempestade não é algo que os faça reclamar, por mais frio que esteja, é um motivo de festejar, simplesmente porque é o sinal de que a tempestade passou e que eles podem voltar para o seu porto, com a toda certeza de que ele estará lá.
Então, meu amor, não importa qual é o tamanho da tempestade. Vamos olhar para frente, vamos esperar pela garoa, vamos ir contra a corrente. Porque eu não sou sozinho o seu porto, como também sou mais um marujo nesse barco, do seu lado na tempestade, do seu lado na garoa e do seu lado na chuva.
Falta estar ao seu lado no sol, mas esse eu sei que erradia quando você sorri. Deixe as lágrimas serem sua garoa e me dê um pouco de sol....
domingo, 25 de agosto de 2013
Garoa em alto mar
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
Sobre a garota doce
Descobri que sim, eu demoro para notar algumas coisas. Mas apesar da demora, elas sempre aparecem e me encantam cada vez mais.
Algumas coisas no nosso relacionamento pareceram um tanto tardias, pareceu que, mesmo te conhecendo a 3 anos, demorou todo esse tempo para a gente se apaixonar, algo que hoje é tão natural para ambos. Mas também existia coisas tão naturais... o convívio de 3 anos nos fez conhecer alguns gostos um do outro, nos fez saber algumas coisas que o outro gosta e não gosta...
Enfim, vim aqui escrever porque percebo que, a cada dia que passa, eu estou mais apaixonado por você (e pelo seu jeito único de ser). Descrevo aqui, as cenas que não te conto porque gosto de guardá-las comigo, mas que são tão preciosas para mim que merecem serem registradas não só como minhas memórias...
Eu amo acordar do seu lado e antes de você (jurava que isso nunca ia ser possível, anyway) só para poder vê-la dormindo, calma e tranquila do meu lado. Assim como é tão gostoso o seu sorriso quando faço carinho na sua cabeça ou quando você se ajeita nos meus braços procurando um pouco de aconchego. As suas palavras me soam tão doces e você não faz idéia de como me derretem, um simples "Eu estou carente de você" já é o suficiente para me fazer querer correr para você. Sim, eu estou cada vez mais apaixonado pela minha menina, cada vez mais apaixonado pelo seu jeitinho que me conquistou e me conquista a cada dia.
Não vou me estender muito mais, mas termino o texto com aqueles três palavrinhas que não são da boca para fora, seria mais justo dizer que são as palavras do meu coração: Eu te amo.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
About our Love
Ele não começou naquele encontro mágico do metrô, não houve
a cena de filme em que, eu sentado, via você sair da porta e sabia que você era
o amor da minha vida. Também não existiu o meu cachorro correndo atrás de você
e logo você se apaixonou por ele e por mim. Não existiu nada disso...
Nosso amor também não é conhecido, duvido que ele seja
inspiração para algum filme ou livro que depois vire Best Seller, também não
somos um casal que inspirará milhares de pessoas ao mesmo tempo em que vivemos
como um simples casal, escondido dentre os milhares que existem por aí. Nosso amor não é famoso.
Nosso amor não foi o amor a primeira vista, não foi o amor
por coincidência, não foi o amor de filme, não foi o amor de novela, não foi o
amor de Platão e muito menos patológico.
E são todos esses “nãos” que fazem do nosso amor, especial. Não é o amor igual a todos os outros, é o
nosso amor. Construído das pequenas coisas nossas que, podem não ser tão
especiais para os outros, mas são experiências únicas para nós. Desfrutemos do
anonimato para vivê-lo sem censura, desfrutemos da falta de pressa do amor a
primeira vista, para amadurecer juntos, desfrutemos da falta de padrões, para
construímos tudo isso juntos. Desfrutemos de nós e desse amor tão grande, que
não cabe em palavras, que não cabe em beijos, que não cabe em tantas coisas por
ser tão grande, mas que certamente cabe em meu peito.
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terça-feira, 28 de maio de 2013
Uma crônica de amor
A vida de escritor às vezes nos
prega algumas peças. Faz um tempo que quero produzir algo e simplesmente não
consigo. Acho que chamam isso de cãibra do escritor (ou qualquer coisa do
gênero). Tentei de tudo: fechar-me no quarto com uma folha e caneta, sair
observando coisas diferentes, tentei escrever por escrever e ver se algo fluía,
fiquei de ponta cabeça com uma maçã na boca (ta, eu não faço isso), reuni todas
as coisas agradáveis e gostosas a minha volta e nada.
E esse é o maior problema, nada
saí e aquilo dentro de você gera um grande incômodo. É como aquela comida que
não lhe caí bem, que fica ali te incomodando, incomodando e querendo sair do
seu corpo de alguma forma. Perdão pela comparação, meus sentimentos e minhas
ânsias não são tão repugnantes assim, pelo contrário, são sentimentos belos e
nobres que querem ganhar voz.
Então,
vamos para a hipótese de que eu sou incompetente como escritor. Não sei
transcrever em palavras as minhas idéias, muito menos torná-las acessíveis para
os outros. Mas não é isso que quero alcançar em meus escritos, quero despertar
nos leitores os sentimentos deles e não os meus.
Termino
então com a minha teoria mais certa: há coisas que eu não consigo explicar, há
coisas que eu não consigo traduzir. São coisas que me pesam, me trazem
responsabilidades, muitas vezes um peso nos ombros. Mas esqueço de tudo isso,
porque são essas coisas também que alimentam o meu amor por você. Eu
simplesmente não sei explicá-lo, não sei traduzi-lo e sempre que vou declará-lo,
pareço um babuíno tentando dizer algumas palavras. Porém os meus gestos, os
meus carinhos e a minha dedicação tentam demonstrar o que sinto. Não tenho
porque continuar esse texto, já lhe disse que não sei explicar esse amor,
abandone essa leitura e venha para os meus braços, viva o inexplicável
comigo...
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terça-feira, 30 de abril de 2013
A menina e o balão
Dizem que os poetas são aqueles que escrevem as coisas do dia-a-dia com outros olhos. Não sei dizer bem se isso é verdade, mas aqui escrevo uma cena simples de um dia-a-dia qualquer.
Estávamos no shopping e você me esperava do lado de fora, eu tinha me ausentado por pequenos instantes e quando voltei, te vi ali. Segurando aquele balão que ganhamos, de costas para mim, apoiada no parapeito e completamente distraída. Te confesso que fiquei muito tempo, parado naquele corredor. Não sei dizer se foram meus "olhos de poeta" ou meus simples olhos apaixonados, mas aquela era a cena mais linda que eu já vi.
Você estava tão natural, tão distraída. Porém, para mim, não existia mais nada além de você, aquela garota delicada brincando com o balão entre os dedos, as pernas cruzadas de modo gracioso, a ponta do pé batendo no chão e o olhar perdido. Queria ter ficado lá por mais tempo, mas meus braços chamaram pelo seu corpo naquele abraço tão simples e gostoso. Então eu ganhei aquele seu sorriso lindo...
Desculpem poetas...desculpem por não terem os meus olhos e não conseguirem ver o que eu vi. Fiquem com a imaginação da cena descrita, mas acreditem...Não vai chegar nem perto do que eu vi...
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terça-feira, 2 de abril de 2013
Pequena Cena
- Ei! Você esqueceu isso!
Foi o que o fez parar por um instante e voltar-se para trás.
Ela ainda estava com o mesmo sorriso completamente enigmático no rosto, as mãos
voltadas para trás. Sem entender direito, aproximou-se dela e foi surpreendido
por um abraço forte, um beijo no rosto e sentiu algo caindo sobre o seu bolso.
Ficou completamente envergonhado e despediu-se novamente, naquela proximidade
era fácil perceber duas coisas: O perfume doce que ela tinha e ele sabia que
não ia esquecer tão cedo e a bala de menta que ela estava na boca.
Depois cada um seguiu o seu caminho, ela tinha um sorriso um
pouco mais contente e também o sorriso de alguém que acabou de aprontar algo.
Ele ainda estava confuso com tudo aquilo, colocou a mão no bolso e foi
surpreendido por uma foto 3x4 dela, no verso a frase “não se esqueça de mim” e
uma bala de menta
.
Ela tinha planejado tudo e mesmo num ato tão simples, tinha
conseguido marcá-lo. Porque agora ele girava a bala de menta entre os dedos,
lembrando-se do sabor dos lábios dela, as suas roupas estavam com o seu perfume
e a foto não o deixava esquecer os momentos que queria reter. Aquilo aumentava
a vontade dele de uma forma absurda, queria vê-la, queria tê-la,
queria...simplesmente repetir a cena que mais parecia de um filme, ingênuo,
doce, bem pensada e principalmente, só deles.
Afinal as coisas pequenas e particulares são as que te marcam,
para algo ou para alguém e são coisas apenas dos dois para os dois...
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domingo, 31 de março de 2013
Kiss in silence
Parece aquelas cenas de filme. Nós dois sentados um do lado do outro, depois de tanto tempo sem se ver. Um olha para o outro e não consegue dizer nada...
Não é à toa. Foi um tempo em que nos desentendemos e teimosos, resolvemos guardar as "coisas da nossa cabeça" para nós, "deixar para lá" as coisas que podiam ser resolvidas e como dois grandes covardes, fugimos de nós por um tempo.
Mas aqui estamos, tentando nos resolver no que parece uma luta em silêncio. Os olhares parecem não se encontrarem nunca (afinal, os olhos dizem muita coisa), as palavras parecem fugir e eu sei que a gente só quer se entender.
Aqueles minutinhos parecem horas, aquele clima parece pesar em nossas costas. Até que por mera
coincidência nossos olhares se cruzaram. Eu não consigo tirar meus olhos dos seus, enxergo por entre eles a tristeza que sente e o peso que tentar me dizer tudo aquilo é para você...Chega... Te beijo e tudo isso acaba....
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