domingo, 10 de junho de 2012
A Rosa e o Ferro
Cá estou montando rimas,
Como uma triste sina,
De fazer com ou sem clima.
E para ninguém se destina,
Essas palavras frias,
Que não conhecem o calor,
Que desconhecem a dor.
Simplesmente se cria,
O poema perfeito,
Numa obra crônica,
Da vontade mecânica,
De tudo estar daquele jeito.
Mas vem a Rosa arruinar,
A métrica, a rima,
Vem para destruir,
Os padrões do poeta,
Que conheceu o amor,
E perdeu o dom,
Mas tornou-se humano,
Com um sorriso e uma rosa...
Baile e devoção
Era um
baile de gala e ele não estava muito acostumado, alias, nenhum deles estava. De
um lado, estavam todos os garotos, sentados esperando a música começar, do
outro, todas as garotas, apreensivas para serem chamadas por um garoto. Ele
encontrava-se numa roda de amigos, porém nunca tirava os olhos do outro lado...
A valsa
começava a tocar e o movimento no salão aumentava, os pares já pareciam pré
organizados ou ao menos todos sabiam quem iriam chamar. Vários de seus amigos
levantaram e iam até o outro lado, tirando sorrisos de garotas. Alguns
permaneciam ali, esperando algum convite por não terem alguém certo para
chamar. Ele levantou-se, o salão dançava e animava-se, mas ao mesmo tempo
parecia observá-lo. Parou em um local, onde se sentavam uma garota ao lado uma
cadeira vazia e depois outra garota, que o olharam com esperança nos olhos.
Esse local era próximo ao saguão de saída, que dava acesso aos dormitórios.
Ele
apoiou-se em um dos joelhos, a mão esquerda em “L” nas costas e a direita
estendida, a frase era clássica e a voz doce:
- Me dá
a honra dessa dança?
O tempo
parou, o salão parou e todos pareciam ter voltado o olhar para ele, parecia que
o silêncio reinava ali e as garotas o olhavam assustado. Ele estava voltado à
cadeira vazia, onde ninguém sentava. Elas então entendiam, mas não se animaram,
voltaram a esperar por algum par. Uma garota trajando roupas simples, estava
escondida atrás da parede do saguão, ela colocou a mão na boca, não conteve as
lágrimas. Seus passos apressados em direção ao dormitório chamaram a atenção
dele, que se voltou a tempo de vê-la correndo para lá.
Tudo
foi um grande mal entendido. Ela havia esquecido de pegar o celular no
dormitório e ele, havia dito aquilo em um som alto, para que ela ouvisse e o
visse quando estivesse voltando, era para ser uma surpresa, porque ele nunca
tinha se confessado a ela.
Ele
revoltou-se, voltou ao lugar que estava sentado antes, puxou uma cadeira e
sentou-se. O último dos seus amigos ainda estava lá, mas logo uma garota tímida
veio convidá-lo, parecia o convite que aquele garoto tanto esperava e lá se foi
o último dos seus amigos. Ao mesmo tempo, duas garotas chegaram onde eles
estavam, uma delas pensava em convidar esse amigo, mas parecia que a outra
garota tinha chego primeiro. Ela decepcionou-se, até ver o nosso personagem
sentado, olhando para o celular, revoltado. Elas comentaram entre si:
-
Parece que tirei a sorte grande...
Uma
delas o convidou, ele hesitou por um momento, olhando para o celular, mas logo
se levantou e aceitou. Segurou a mão da garota e foram até o meio do salão, até
que seu celular tocou, uma mensagem escrito “estou decepcionada”. Parou por um
instante, a garota tentou puxar o celular da mão dele:
- Quem
é? Vou ficar com ciúmes... – O tom era de brincadeira.
Ele
gentilmente segurou a mão dela, levando as costas desse aos lábios, dando um
pequeno beijo ali.
- Perdão...terei
de recusar a dança e fazer uma ligação.
Claramente
ela não gostou da idéia, mas ele correu até o saguão, ainda vazio. Ligou. O
telefone tocou, tocou e tocou. Até a voz chorosa atender, ele disse poucas
palavras, afinal, também era um tanto tímido.
- Ainda
te espero.
E assim
fez, ficou parado no saguão, olhando as escadarias do dormitório. As mãos
cruzadas nas costas. O tempo foi passando, a música foi parando e as pessoas
começaram a passar por ele, apressadas, sorridentes, algumas com seus pares da
noite. Nenhuma parecia ligar para presença dele e ele, não ligava para a de
ninguém. Algumas luzes se apagavam, porém ele continua irredutível.
Os
músicos estavam se cumprimentando para ir embora, nessa hora, passos faziam um
eco enorme no local e aqueles, pareciam apressados. Ela descia correndo, a
maquiagem estava borrada, o cabelo desarrumado e os olhos inchados. Ele moldava
um sorriso, apoiou-se em um joelho, a mão em “L” nas costas e a outra esticada.
- Me dá
a honra dessa dança, minha princesa?
Ela não
pode deixar de sorrir. Levou a mão a dele, segurando-a de modo firme.
- É
claro, meu príncipe.
A luz
erra fraca, não havia mais música. Ele levantou-se, os corpos se juntaram para
a valsa que ele cantarolava, baixinho, próximo ao ouvido dela que fechava os
olhos e se envolvia na dança, deixando ele e o momento guia-a. O último
violinista que estava indo embora ouvia o eco da sinfonia e tocou-se pela cena.
Sentou-se e começou a tocar, a valsa que ambos lembrariam, como num sonho com
um final feliz...
[Foi um sonho que tive]
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Time
O livro está aberto,
Parece jogado, desperdiçado,
Sem um futuro certo.
O relógio parece quebrado,
O tempo perdeu seu valor,
Tuas palavras o calor,
Para não dizer o...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Alguns Versos
Os versos teimam,
Em falar sobre o amor,
Sentimento que nos peitos queimam,
Num ímpeto de calor.
Insistem no tema,
Que continua e teima,
Em me tomar os pensamentos,
Em vê-la em todos os rostos,
E quanto creio no oposto,
Isso se torna mais insistente.
E já se faz raro,
Quando você não está em minha mente,
E se simplesmente paro,
E da luta, desisto,
Em seus olhos existo,
E no amor, acredito...
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Carta de amor
[Uma simples poesia que fiz pensando em você. Pequenos versos que pus não só carinho e amor, como também trabalho e suor para que eles saíssem belos, espero que os aprecie.]
Uma carta tola c/ meus versos,
Falando dos meus sentimentos diversos,
de como em seu olhar me encontro,
E no seu sorriso, desencontro.
Você fez meu mundo se inverter,
E se entristecer em sua ausência,
Que destrói toda minha decência,
E me obriga a escrever,
Esse versos para te encantar,
Tentando simplesmente espantar,
O medo que é te falar...
O quanto eu posso te amar...
sábado, 2 de junho de 2012
Títulos
E o que há tanto em nomes, em alcunhas, em títulos?
Eu não tenho nada disso, não tenho um título glorioso, não possuo uma posição alta, não tenha uma alcunha bonita.
Vou simplesmente vil.
Se quer me classificar, classifique-me com bobagens mesmo, me chame de louco, me chama de apaixonado, me chame de romântico, me chame de bobo, de idiota, lunático...
Eu não ligo para títulos, sou simplesmente eu. Na mais fria e mais crua porção do meu ser, humano.
Sem nome, sem título, mas não mais um...quero que ao menos, a seus olhos, eu seja único, eu seja eu...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Dreams
Sonhar faz bem. Voltei a descobrir isso hoje, faz algum tempo que eu não sonhava. Esqueci de como é a sensação de acordar depois de uma noite com um sorriso no rosto, de ter vivido algo que não existiu de fato, mas que te fez tão bem ficar aqueles pequenos momentos, naquele local, naquela situação. Mas mais do que isso, é bom sonhar em todos os sentidos.
Esqueci-me de como era fazer projetos, deixei de lado minhas ambições e cá estou novamente, como um lunático na lua: Projetos e idéias alucinantes, mas que me fazem bem. E agora sei que a minha loucura é boa para mim, porque ela tira os meus pés no chão e os coloca na Lua, mas ao mesmo tempo, é ela que graceja a minha vida e no fim do dia, me deixa novamente com os pés no chão e um sorriso na face...
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